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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Volta do quarto compartilhado e dicas de leitura

Bom, para não complicar as coisas resolvemos voltar ao nosso quarto compartilhado. Não quero criar nenhum trauma na Gaby ou fazer com que ela aprenda a dormir em sua própria cama e quartos forçadamente. Então a noite, perguntei se ela ia dormir no quarto dela e ela começou a chorar.... e perguntei se queria dormir na caminha que tem no meu quarto e ela disse que sim. E dormiu super tranquila. Só acordou para pedir mamá e mais nada. Então vamos levando assim enquanto dá, não nos atrapalha em nada (até porque para namorar temos o resto da casa toda...rsrsr) e ela se sente mais segura assim e todos dormem bem.
Quanto ao medo do Thor, não conseguimos entender de onde ele está vindo. Não é dele em si e sim dos uivos dele. E isso não dá para controlar, afinal faz parte da natureza dele. Mas aos poucos vou tentando mostrar a ela que isso é normal e quem sabe ela entende isso e volta para o quartinho dela?
A Roberta Aquino perguntou sobre os berços desmontáveis. Eu usei aqui em casa por um bom tempo e posso dizer que eles são super práticos, fáceis de montar e desmontar e ajudam mesmo. Só que tem que montar direitinho pra criança não cair.... experiência própria.
Agora vamos a mais uma dicas de livros. Como eu havia falado, chegaram alguns livros novos na escola e peguei alguns para eu ler primeiro, aliás isso é um fator muito importante, a gente deve ler o livro antes de ler para a criança, para entender o que ele fala, qual a mensagem, o tom dos personagens, etc. Não dá para encarar uma leitura desconhecida e querer transmitir emoções... eu não consigo. Mas vamos aos livros!!!!

Quem soltou o Pum? Blandina Franco
Esse eu rolei de rir, porque é uma graça e muito divertido.
A história é simples, mas a sacada é das boas: imagine um cachorrinho de estimação que se chama Pum! Daí dá para tirar diversos trocadilhos, criando frases e situações realmente hilárias.
É um tal de não conseguir segurar o Pum, que é barulhento e atrapalha os adultos, que dizem que o Pum molhado, em dia de chuva, fica mais fedido ainda, o que faz o menino passar muita vergonha. Pobre Pum. E pobre dono do Pum!
Mas não tem jeito, com o Pum é assim mesmo: simplesmente ninguém consegue evitar que ele escape e cause certos inconvenientes.

Liga - desliga - Camila Franco
Super legal para quem tem filhos que ficam o dia todo em frente a tv... dá uma lição bem de leve na criança.
Era uma vez uma televisão que não saía da frente de um menino." Assim começa Liga-desliga, um livro que inverte uma relação perfeitamente comum hoje em dia. Os três autores, todos publicitários, sabem que a TV ocupa no mundo infantil tanto ou mais espaço do que a escola, a bola ou a boneca. Liga-desliga trata sem preconceitos desse assunto tão importante para pais e educadores - mas quem gosta mesmo da história são as crianças.

Seu soninho cadê vocÊ? Virgine Guerin
Um livro brinquedo super fofo, onde a criança tem que ir ajudando o jacaré a procurar seu sono....
Neste livro-brinquedo, Jacó, o jacarezinho, não consegue pegar no sono. Ele acha que seu Soninho esqueceu dele! Resolve então ir procurá-lo, chama-o aos berros e acaba acordando a floresta inteira...

Espero que gostem das dicas. Eu adorei todos e tem muito mais para ser postado ainda!!!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Viagem para Minas e dormindo em seu quartinho

Bom o problema com o tal malware parece ter sido resolvido, foi só tirar um blog que eu seguia e pronto. Passamos o final de semana viajando, visitando nossa família. Já na quinta a noite mesmo, seguimos para Cruzeiro para dormirmos na casa da tia Leila, que é tia do papai e poder curtir um pouco mais nossa filhota. A tia não cabia em si de tanta felicidade por estarmos lá. É que ela praticamente ficou cuidando do papai durante um bom tempo depois do falecimento da mãe dele, então ela meio que é uma mãe torta dele e na sequência uma avó torta da Gaby também. E como a gente estava por lá, resolvemos visitar o pessoal que lá mora. Mas foram visitas super rápidas, tipo de médico. Precisamos pegar um final de semana inteiro só para curtir o pessoal de Cruzeiro com calma. O duro é aguentar o calor que faz por lá, é um clima super quente e sem vento... ui não moraria lá não.
Almoçamos com a tia Leila e seguimos para Soledade. Pegamos calorzão no caminho todo. Chegamos e fomos direto para a casa da tia Edméa, que agora está morando na casa que foi da minha avó. Confesso que me bateu uma baita saudade da minha avó assim que entramos na casa.... mas isso faz parte da nossa vida, temos que guardar os bons momentos e seguir em frente. Bom, nem preciso dizer que a Gaby amou ficar na casa né? Afinal é uma casa enorme, com muito espaço para ela brincar e tal. Mas como ela anda na fase de querer ficar quietinha vendo tv, deixei um pouco e depois começamos nossas visitas.
Primeiro fomos visitar o primo Léo, que havia operado de hérnia na coluna e estava se recuperando e aproveitamos para conhecer o Bernardo, filhote da Juliana, que estava na mesma casa. Lembrei tanto da minha pequena recém nascida, do mesmo tamanho e dorminhoca como ele. Ficamos por lá um tempo e depois fomos jantar. Depois da janta fomos visitar o vovô Edivaldo no hotel que ele trabalha em São Lourenço e ficamos com ele por lá um tempo. Ele nos mostrou todo o hotel, Gaby brincou no play e curtiu um pouco o avô, que agora está complicado conseguir tempo para ficar com a gente, porque ele trabalha no turno da noite.... voltamos e ainda passamos no lanche para a pequena ver os padrinhos e a priminha Amanda. As duas pegaram um fogo lascado e ficaram brincando um tempão, correndo e gritando (ai meu Deus..r.srsrsr) e depois fomos descansar. Ela pegou no sono super rápido.
No sábado, deixei ela descansar bastante para depois acordá-la. Novamente fomos visitar mais gente e ela ficou brincando com a Amanda, enquanto a gente conversava com a família. A tarde deixei ela dormir um pouco porque a gente ia num show que teria em São Lourenço, da Lalu e a Galinha Pintadinha. Agora vou falar uma coisa, essa tal de Lalu está vendendo seu show como se fosse a moça que canta nos dvds da Galinha, só que a bendita é argentina e a gente não entende quase nada que ela fala. Para as crianças é legal, aparecem alguns personagens (de fantasia), a cantora pula, dança e tal mas não dá para enganar os outros assim não... tem que ser honesta. E o pior é que fica divulgando que é o lançamento da Galinha Pintadinha 3... e os pobres pais vão na fé. O chato é que quando eram as músicas do dvd o som ficava super alto e a gente quase não ouvia a voz dela e quando ela cantava algumas outras músicas a voz era normal só que quase não dava para entender. E a mulher é famosa, tem um monte de citação dela no Google, só sei que eu não recomendo, não dá para entender o que ela canta e Gaby ficou mais encantada com a luz do laser do que com o show em si. Mas, depois do show fomos tomar um sorvete mara que tem em São Lourenço e aproveitamos para ver o tio Marcelo e a tia Cris. Ficamos por lá um tempo, fomos jantar e logo seguimos para a casa da Rita e do Lú. Ficamos com eles até tarde, com direito a dona Gaby me dar banho de suco e tudo, tive que colocar uma calça da Rita...rsrsrs. O duro de ir correndo para Minas é que temos pouco tempo para visitar os muitos amigos e parentes que temos por lá. Nem fotos eu tirei, tamanha é a correria....
Domingo ainda demos mais umas voltas, vimos mais parentes e voltamos para almoçar na tia. Vovô Edivaldo também estava por lá para curtir um pouco mais a netinha. No comecinho da tarde arrumamos nossas coisas para vir embora. Gaby desmaiou no carro e só acordou quando paramos em Cruzeiro para pegar a chave que o papai esqueceu. Mamou e quis ver a Dora (levamos sempre o dvd quando viajamos... é uma mão na roda). E seguimos nossa viagem. Pegamos chuva praticamente de Taubaté até chegar em casa. Logo que o dvd acabou Gaby quis cantar e viemos cantando várias músicas. E ela disse que quando chegasse em casa queria brincar no quarto de brinquedo e o melhor, que iria dormir sozinha em seu quarto... eu não acreditei muito, mas ela quis que eu arrumasse a cama dela e se mostrou disposta realmente a isso.
E eu que não sou boba, aproveitei a quebra de rotina para tentar. Tomamos banho, troquei sua roupa, deitamos no quarto dela e li uma história, que recebei do Itau (chegou super rápido, depois falo mais dos livrinhos em outro post), ela mamou e dormiu. Sozinha em seu quarto. Deixamos a babá eletrônica ligada e ela só reclamou de madrugada quando o Thor latiu perto da janela dela, então fui lá, dei um beijo, falei que não era nada e ela mamou mais um pouco e apagou!!! Dormiu a noite todinha em seu quarto. E eu estou super orgulhosa, afinal a gente já queria isso tem tempo mas não tinha conseguido, um pouco por comodismo nosso e por ela não aceitar. A gente amou compartilhar o quarto, a cama e tudo mais, mas acho que chegou a hora dela ir para seu próprio quarto, são ciclos da vida, que ajudam no desenvolvimento. Mas acho que agora as coisas vão mudar um pouco.
E quem sabe durante a semana ou semana que vem a gente já não começa a desfralde e dá inicio a uma nova fase aqui em casa?

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Argumentação da pequena

Ontem a noite papai e Gaby estavam no quarto dela arrumando nossas camas, pausa para explicação: não sei se já contei aqui, mas tiramos a Gaby do nosso quarto compartilhado e fomos todos para o quarto dela, tentar ensiná-la a dormir em sua cama e quarto, maaaassssss, estamos lá já tem bastante tempo, tanto que já nem lembro qual mês fizemos isso, então a noite cada um dorme em uma cama, ela na cama auxiliar, papai na cama dela e eu em um colchão ao lado dela, maior acampamento!!! despausa e continua. De repente eu entro no quarto e o Bruno fala para ela me contar o que estavam conversando. Como ela não falava ele começou:
- Conta para mamãe se a gente pode ir dormir no nosso quarto.
- "Não mãe, você precisa dormir aqui comigo"
- Porque eu quero você aqui na cama do meu lado.
- Então eu vou levantar para ir no seu quarto.
- Antes de você....
Essas foram algumas partes dos argumentos dela para eu não ir dormir em meu quarto. A gente quase caiu de costas quando ela começou a usar o ENTÃO e o ANTES... como assim? Como esse tamanho já sabe argumentar e falar o porque das coisas? E não teve jeito. Acho que vamos ficar nesse esquema por mais um tempo, pelo menos até ela parar de vez de acordar a noite, já conseguimos um grande passo que foi tirar a mamadeira da madrugada, já tem praticamente 2 semanas que ela até pede, mas eu falo que não tem e ela vira para o lado e dorme.
Acho que depois disso, poderemos ir aos poucos voltando ao nosso quarto. Não acho ruim dormir assim não, mas sinto falta de dormir pertinho do papai. Mas tudo a seu tempo, nosso esquema está funcionando tão bem assim que não quero estragar tudo fazendo as coisas com pressa.
E já voltamos a nossa rotina normal. Escola das duas. E o retorno da pequena foi tranquilo, ela não chorou em nenhum momento. Já o meu retorno teve formaçao de professores como sempre e para variar foi perda de tempo, só falatório e politicagem.... poderíamos estar formulando tantas propostas novas nessas 4 horas perdidas... mas quem sabe um dia o pessoal daqui aprende a fazer isso né?
E vamos que vamos, que hoje é o retorno das crianças!!!!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Antes de irmos viajar andei dando uma olhada nos blogs e vi essa matéria do Dr. La Vanguardia no blog Nossa Misturinha, falando sobre a Cama Compartilhada e outras cuidados com bebês e vai bem de encontro a tudo que eu penso e acredito:

“As crianças que dormem com os seus pais têm menos problemas”

(La Vanguardia [Barcelona – Espanha] 31/03/10)

Ter um filho é uma experiência transcendente. É como uma semente que se planta para garantir a passagem à eternidade. Por isto é tao importante ser pais, mais que o dinheiro ou o trabalho, ainda que muitas vezes nao se dedica o tempo suficiente aos filhos. Para o pediatra Carlos González, presidente da Associaçao Catala Pro Amamentaçao (ACPAM), isto é um erro grave. Existem pais que enchem seus filhos de presentes para cobrir a sua falta de atençao, quando o que necessitam sao mais horas de pai e mae. González recomenda nao seguir a recomendaçao de livros que dao conselhos para criar uma criança porque o melhor é se deixar levar pelo bom senso. Parece estranho que o diga justamente ele, que acaba de publicar “Entre o teu pediatra e você”. Entretanto isto é o que lhe dita a sua experiência como pediatra, mas também como pai de três filhos, que já comem e já dormem.




Pergunta (P): Como criar bem uma criança?

Resposta (R): Passando o maior tempo com ela.


P: Mas tem muitos pais que têm que trabalhar.
R: Sim, mas no fundo todo mundo pode se permitir cuidar dos seus filhos. Meus pais o fizeram comigo. É questao de prioridades.


P: De que prioridades?
R: Se você quer ter muitas coisas materiais ou estar mais tempo com eles. Às vezes o nível de vida nao depende tanto do dinheiro que você ganha, mas de viver como você quer e fazer o que você quer.


P: Seus pais te educaram assim.
R: Preferiam estar comigo mais que trabalhar, ainda que nao saíssemos de férias nem tívessemos carro. Eu segui o mesmo exemplo. Quando nasceram meus três filhos deixei de trabalhar e me dediquei a escrever em casa, porque existe algo mais gratificante que ser pai?

P: Nao pude comprová-lo.
R: Se você é um ministro, prêmio Nobel o cirurgiao salva-vidas, poderia ser mais gratificante, mas se você é mais um pediatra entre tantos, um peao de obras ou trabalha num supermercado, mais gratificante para você serao os teus filhos.

P: Por quê ter filhos é tao transcendente?
R: Dentro de umas décadas o único que restará de nós será a nossa descendência. Quando era adolescente, li num muro de rua: “temos que considerar a possibilidade de que a imortalidade esteja nos filhos”.


P: Nunca havía pensado nisso.
R: Como sejam e vivam os nossos filhos dependerá de nós mesmos


P: O que significa criar um filho de forma natural?
R: O normal na espécie humana é dar a atençao que o bebê pede: quando chora, pegá-lo no colo; se ele se desperta, consolá-lo… Isto de colocá-lo para dormir em outro quarto e nao acostumá-lo no colo se inventou recentemente.

P: E se ele nao quer dormir sozinho?
R: Antes de tudo nao se deve deixá-lo chorar. É como se chegássemos em casa e encontráramos a nossa esposa soluçando de chorar. Nao seria normal perguntar-lhe o que acontece? E se é o meu filho, vou ignorar e começar a ler um livro? Pois é claro que vou me preocupar!


P: O que um pai tem que fazer se seu filho chora à noite?
R: Pois, dar-lhe a atençao que pede, porque se nao, ou seu choro nao lhe deixará dormir ou os seus remordimentos, que durarao muito mais que o choro da criança. E eu nao quero viver com a lembrança de que “meu filho me chamava e eu nao fui lhe ver”


P: Também podemos trazê-lo a nossa cama?
R: Claro que sim. Normalmente isto é o mais cômodo, ainda que tem gente que se empenha em se levantar seis vezes cada noite para consolar seu filho, mas nao estou disposto a fazer este sacrificio quando tudo se resolve trazendo-lhe a nossa cama.

P: …
R: Dormi com meus pais e os meus pais com os meus avós. A maioria das pessoas também o fez, ainda que custa sair do armario porque está mal visto. Disse Gabriel Mistral que “é amargo todo o homem que nunca tenha dormido no colo da sua mae”

P. Mas nao tem nenhum estudo científico que o corrobore.
R: O preconceito é pensar que as crianças que dormem com seus progenitores sao mais dependentes. Mas, segundo alguns estudos, os que dormem à noite na cama dos seus pais têm menos problemas de saúde mental.


P: “Uau”
R: Os pais costumam impor aos seus filhos normas absurdas que os fazem sofrer e a eles também. Por exemplo, nao pegá-los no colo com frequência ou deixá-los chorar quando lhes colocam a dormir sozinhos.


P: Entao, que normas temos que seguir?
R: As que os pais queiram, as que lhes sejam mais cômodas de por em prática. Estou convencido de que nao se necessita livros para criar um filho.


P: E o diz o senhor que é escritor, além de pediatra.
R: Sim, me dei conta de que muitos pais ou se sentiam preocupados por nao poder por em prática os conselhos que encontravam em livros ou ficavam com o coraçao destroçado quando os aplicavam.


P: Os pais se preocupam às vezes demais com seus filhos?
R: De um certo modo, sim. E penso que é uma consequencia de que a maioria das pessoas tem menos filhos que antes e se preocupa por coisas absurdas. Uma mae chegou a me perguntar o que poderia fazer se o seu bebê nao gostava de abobrinha. Mas, muitos pais con sete filhos nem se preocupam se eles se alimentam a base de hamburguers e batatas fritas!


P: Que diferença!
R: Hoje em dia o 80% das maes sao novatas porque nao chegam a ter mais de um filho.


P: E ainda assim nao conseguem educá-los como querem.
R: Na Espanha as crianças começam a ir a creche aos 4 meses de vida, quando em países como a Alemanha só vai um 6%, e na Finlandia a escola normal nao começa até os 7 anos. Por nao falar dos pais que deixam os filhos uma hora antes de começar as aulas e os recolhem uma hora depois de acabá-las.


P: Têm que ir trabalhar.
R: Sim, e como muitos se sentem mal, tentam compensá-lo dando todo o afeto e carinho quando estao com eles. Mas tem outros pais que, como lhes disseram que pegar uma criança no colo ou acariciá-la muito é malcriá-la, optam por comprar-lhes brinquedos, aparelhos eletrônicos e sair de férias, assim que precisam trabalhar mais e, portanto, estar menos com seus filhos.

P: É um círculo vicioso.
R: Às vezes substituimos coisas realmente importantes, como o contato, o carinho e o afeto, por coisas materiais. Dá pena escutar os pais de adolescentes problemáticos dizer “ai, com as horas que trabalhei para que nao lhe faltara nada”, mas talvez o que necessitava esta criança era mais horas de pai e mae.


P: Inclusive tem crianças que nao querem comer enquanto as suas maes trabalham.
R: Sim, este fenómeno é frequente em crianças de 4 ou 6 meses de idade. É uma conducta que se observa principalmente em bebês que tomam peito. A maioria das crianças, se dependesse delas, estariam mamando até os 2 ou 4 anos.


P: A soluçao é conciliar melhor trabalho e familia?
R: Efetivamente, temos uma das taxas de natalidade mais baixas da Europa. Outros países como a Suécia têm 2 anos de licença maternidade ou reduçao da jornada de trabalho com salário integral. Mas na Espanha as ajudas quando se tem um filho sao uma autêntica vergonha.


P: O mais importante para criar um bebê é…
R: Nao lhe dizer muitas vezes que lhe ama, porque ele nao entende isto, temos que demonstrá-lo: abraçar-lhe, beijar-lhe muito e fazer com que sinta que estaríamos dispostos a tudo por ele.