quarta-feira, 21 de julho de 2010


Super post sobre nossas férias!!!
Bom, nossas férias começaram na ida para Barra Grande - BA. Na verdade nem consegui dormir direito, deitei um pouco com a pequena mas não dormi, apenas dei umas cochiladas. Papai ficou desenhando o tempo todo pois estava com uns desenhos atrasados. Qua
ndo foi 2:30 o celular despertou e fui começar a arrumar as coisas. Eram tantas coisas para pegar e conferir que achei melhor acordar nesse horário para não ter problemas. Depois de ter arrumado tudo, acordei a pequena para poder arruma-la. Ela não queria acordar...dei risada porque ela virava de um lado para o outro no trocador como se quisesse continuar dormindo, mas eu tinha que arrumar a mocinha. Então depois que eu arrumei nossa moça começamos a colocar as coisas no carro e fomos buscar a Marisa e pegamos o Silas. A Gaby só dormiu bem lá perto do aeroporto e logo que chegamos e colocamos ela no carrinho ela logo despertou e queria participar de tudo!!! Como estávamos com nossa pequena passamos na frente do povo na hora do check in (ainda bem porque a fila estava enorme!!!) e só ficamos esperando o horário do voo. Quando entramos no avião a Gaby queria ficar em pé na poltrona e olhar tudo. Achei que ela ia ficar com medo quando o avião decolasse mas que nada... ficou super de boa. Só achei estranho o fato de não ter nenhum cinto para ela, eu tive que segurar ela enquanto o avião decolava e pousava. Tudo correu super bem, ela deu uma dormida boa e só acordou quando iam servir a comida.... filha nossa mesmo!!! Comeu um pouco com a gente e logo foi hora do avião começar o pouso e acho que ela sentiu um pouco de dor de ouvido porque ela começou a reclmar e colocar a mão no ouvido. Chegamos em Salvador e ficamos esperando um tempo até embarcar novamente. Enquanto isso ela ficou saracoteando o tempo todo pela aeroporto.

No aeroporto

Depois embarcamos e finalmente chegamos em Ilheus. O tio Beto já estava nos esperando e foi o tempo de eu trocar a mocinha e tirar as blusas e fomos colocar as coisas no carro... e quase não coube nossa malaida lá.Demos uma passada no centro da cidade para comprar leite e fralda e seguimos viagem. Paramos no caminho para comer empadas, que eram MARAVILHOSAS!!! E o lugar também era super lindo, tinha uma casinha de madeira super lindinha. Depois continuamos nossa viagem e ainda demos uma parada em um mirante para olhar o mar lindo e fomos embora. Gaby dormiu no carro e ficou apagada.

Chegamos em Camamu para pegar o barco (sim... o passeio era com emoção completa!!!). No "porto" (que parecei coisa de filme de Anaconda... tipo do Amazonas....rsrsrs) descemos com as malas e a Gaby no carrinho e ela continuou dormindo. Ela dormiu o percurso todo, que durou 1 hora e meia praticamente. Quando chegamos em Barra Grande foi uma loucura para descer... o barco estava muito mais baixo do lugar que iriamos descer e o barco ficava se mexendo. Fiquei com um baita medo de descer com a Gaby no carrinho, mas os caras e o Beto pegaram o carrinho e colocaram ela em cima da ponte que levava até a praia. Agora imaginar a cena, mamãe de saltinho chegando num lugar onde só tinha areia... sorte que a `mãe do Beto estava no barco e falou para eu colocar outro chinelo, ainda bem senão eu teria ficar encalhada na areia, a cidade inteira tem areias nas ruas. Pegamos uma jardineira para ir para a casa do Beto e a Gaby continuava dormindo. Ela só acordou mesmo quando chegamos na casa do Beto. Também ela devia estar super cansada com todas as novidades do dia.
Saimos para jantar e deu um certo horário e a pequena começou a chorar sem parar e tivemos que ir embora.
Nos outros dias saimos para conhecer as praias locais. A primeira foi a praia de Ponta do Mutá. Um lugar super calmo e bem gostoso. A Gaby não queria pisar na areia de jeito nenhum... ficou chorando e não teve conversa. Tentei mostrar o mar e foi a mesma coisa. Depois do cochilo ela até tentou colocar o pé na areia e depois de um tempo aceitou ficar brincando na areia. Mas não entrou no mar.

No domingo fomos para a praia de Taipú de Fora, que é o cartão postal do lugar. Realmente vale a fama que tem, é uma praia calma com águas super azuis (e olha que o Beto disse que não estava tão lindo por conta da chuva). Tentei colocar a GAby na boiaão mas ela não quis ficar e foi um custo ela aceitar ficar brincando na água, mas depois que começou não queria parar mais!!! Ficamos um tempão com ela brincando enquanto o papai tentava mergulhar para ver os peixinhos, mas ele não conseguiu. Depois ele e o tio Beto foram conhecer a casa do Duda Mendonça (sim o marqueteiro do PT tem uma baita casa lá nessa praia). Depois voltamos para a barraca e ela apagou! Só acordou perto da hora do almoço. A água do mar subiu muito rápido e logo chegou perto do barranco onde estavamos sentados.


Na segunda fomos conhecer a praia do Rio Carapitangui, que na verdade não é um rio e sim o mar. E lá a GAby começou a chorar por causa da areia de novo mas logo o drama passou e ela ficou brincando com o papai um tempão na água. Acabamos nem andando muito por la porque a pequena quis ficar brincando e achei melhor nao atrapalhar sua brincadeira. O lugar era super tranquilo, ate mais do que os outros que fomos antes. Para sair como sempre foi um drama. Nessa praia não tinha muito o que fazer então voltamos mais cedo para casa.

Rio Carapitangui

Ponta do Mutá

Nos outros dias ficamos indo nas mesmas praias para aproveitar mais o lugar. Pena que o tio Beto estava super ocupado com seus projetos e não pode mais nos acompanhar nos passeios, mas curtimos muito o lugar. Voltamos na praia de Taipu de Fora e nesse dia estava bem mais cheio do que da primeira vez. Nesse dia a Gaby se empolgou andando na areia, ou melhor, correndo na areia e de repente acabou caindo de cara na areia e abriu o maior berreiro!!! Ficou com o narizinho vermelho e cheia de areia. Demos um banho na ducha e logo ela parou de chorar e não queria sair mais da ducha... depois vi que ficou um raladinho no nariz dela. Eu falo... é só ela estar comigo que acaba se machucando... mamãe dá azar mesmo!!!



Taipu de Fora

Mesmo assim aproveitamos muito. A Gaby esta literalmente preta... acho ate que quando for a hora de voltar quando tiver que apresentar o documento da Gaby o cara do aeroporto nao vai acreditar... ela esta super torrada, se bobear ate mais do que eu!!! rsrsrsr. Ela puxou a minha facilidade para se bronzear, ainda bem, senao ia ficar vermelha igual ao papai!!!
A noite iamos no centro da cidade para jantar. Tem muitos restaurantes gostosos mas o lugar peca pela falta de infra estrutura. As ruas poderiam ser mais bem cuidadas e ter mais opções de lazer. É um lugar lindo que ainda está aprendendo a receber o turismo. Para ter idéia em plenas ferias o lugar estava super vazio... nunca vi isso em nenhum lugar do nordeste que visitei.

Tinham outros passeios para serem feitos mas o Beto achou que todos seriam muito demorados para levar nossa pequena e eu concordei. Por mais que ela seja animada e tudo acho complicado ficar com ela muito tempo dentro do barco por exemplo, pra gente poder conhecer outras praias ou dentro do carro para conhecer as trilhas do lugar. Mas tudo o que conseguimos fazer de passeio com ela valeu muito a pena.

Até que o tempo ajudou bastante até na quinta... acabamos não indo a praia de manhã e demos umas voltas pelas redondezas. Andamos pra caramba e fomos parar no centro da cidade. Nao era tao longe da casa mas na volta com aquele sol quente na cabeça foi duro voltar. Depois do almoço acabamos ficando em casa mesmo porque o tempo começou a mudar e depois ficou so chovendo o tempo todo. A noite entao choveu horrores. Na sexta amanheceu super feio o tempo e acabamos ficando em casa. E o tempo continuou feio... ainda bem que tinhamos conseguido aproveitar muito durante os dias de sol que pegamos. Detalhe: as casas de lá não tem laje... somente o telhado diretão, então quando chove caem várias gotinhas na gente dentro das casas... fiquei só imaginando a cena de cair um baita chuvão e a gente acordar todo molhado...rsrsrsr.
Como tivemos que ficar em casa trancados passei alguns videos para a Gaby, levamos o dvd portatil e foi uma baita mão na roda, ela acabou assistindo o dvd Bebê Mais Bichos... pela primeira vez ela prestou antenção e se empolgou com os bichinhos.E depois só queria ver esse mesmo. No domingo depois da gente ter ficado tanto tempo preso em casa, o tio Beto resolveu que a gente ia sair com chuva mesmo. Pediu uma jardineira e lá fomos nós passear pelo lugar para conhecer o terreno que ele havia comprado e dar mais umas voltas. Acabamos indo até Taipu de Fora de novo porque a mamãe cabeção havia esquecido um garfinho (que foi meu... imagina o que eu ia falar para minha mãe?). Ainda bem que o pessoal lá é super honesto e havia guardado pra gente. Segunda amanheceu um tempo horrével. Uma chuva do caramba e eu fiquei só imaginando a cena de ter que pegar o barco naquela chuvarada... e foi mesmo um tédio. O mar estava agitado e o papai chegou todo molhado ao barco, mas em Camamu quando chegamos o tempo estava mais firme e ficamos por lá esperando o tio Beto que foi atender um cliente. Depois que ele chegou arrumamos o carro e fomos para Ilhéus. O avião saiu na hora certinha, graças a Deus. Ainda bem que não encheu o avião e como viemos na segunda fileira papai conseguiu ir bem na frnete com mais espaço para suas pernas! Chegamos super bem em São Paulo e Gaby parece ter amado nossa viagem.

Coisas que aprendi nessa viagem e vou prestar mais atenção nas próximas:
  • não adianta marcar lugar no avião perto da saída de emergência por causa das pernas do papai... bebês não podem viajar ali;
  • levar mais de um repelente... o nosso quase acabou em menos de 10 dias;
  • levar mais pacotes de fraldas... como eu não fico o dia todo com a Gaby não tinha idéia de quantas fraldas ela usava por dia e acabamos tendo que comprar mais;
  • leite... levar várias latas!!! Compramos mais 2 lá!!!
  • Esmalte escuro e protetor de criança não combinam. O meu praticamente se desmanchou em apenas 1 dia... tanto trabalho pra fazer a unha bonitinha e ter que tirar tudo no segundo dia de passeio...
  • Não levar tantas roupas... prometo que vou me policiar mais quanto a isso... metade da nossa mala voltou sem uso;

sábado, 17 de julho de 2010

E hoje mexendo na boca da Gaby senti um novo dentinho saindo... na hora fiquei em dúvida se era outro dente mesmo ou os da frente que eu estava sentindo. Mas depois consegui abrir a boca dela e vi que era mesmo um dente nascendo... o primeiro molar dela está saindo em cima. Mais um dentinho vindo por aí e pelo jeito estão vindo mais dois embaixo. E graças a Deus ela continua sem ter nenhum sintoma quando os dentinhos estão nascendo, só o nariz que tem escorrido um pouco e agora estou conseguindo relacionar o nariz com o nascimento dos dentes porque é a terceira vez que acontece isso.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Apesar de eu ter achado que não postaria nada no blog enquanto estivesse viajando, uma chuvarada que pegamos por aqui nos fez ficar em casa trancados, entao enquanto a pequena dormia ou brincava com a tia Marisa, mamãe aproveitou para dar uma olhada mais a sério na net e acabei vendo que a GAP agora envia mercadorias para o Brasil, fiquei super alegrinha, mas a alegria de pobre durou bem pouco... o preço de envio deles é sem noção... não vale a pena de jeito nenhum, é mais facil comprar do Orkut das meninas do que encomendar de lá... uma pena, pois eu queria comprar algumas coisas para a pequena mas não vai dar não... por enquanto vamos continuar namorando as peças na net mesmo... snif.
E chove....mas como chove...
Chuva, chuvisco, chuvarada
Porque que chove tanto assim....la la la....rsrsrs
E quem disse que não chove no nordeste...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Antes de irmos viajar andei dando uma olhada nos blogs e vi essa matéria do Dr. La Vanguardia no blog Nossa Misturinha, falando sobre a Cama Compartilhada e outras cuidados com bebês e vai bem de encontro a tudo que eu penso e acredito:

“As crianças que dormem com os seus pais têm menos problemas”

(La Vanguardia [Barcelona – Espanha] 31/03/10)

Ter um filho é uma experiência transcendente. É como uma semente que se planta para garantir a passagem à eternidade. Por isto é tao importante ser pais, mais que o dinheiro ou o trabalho, ainda que muitas vezes nao se dedica o tempo suficiente aos filhos. Para o pediatra Carlos González, presidente da Associaçao Catala Pro Amamentaçao (ACPAM), isto é um erro grave. Existem pais que enchem seus filhos de presentes para cobrir a sua falta de atençao, quando o que necessitam sao mais horas de pai e mae. González recomenda nao seguir a recomendaçao de livros que dao conselhos para criar uma criança porque o melhor é se deixar levar pelo bom senso. Parece estranho que o diga justamente ele, que acaba de publicar “Entre o teu pediatra e você”. Entretanto isto é o que lhe dita a sua experiência como pediatra, mas também como pai de três filhos, que já comem e já dormem.




Pergunta (P): Como criar bem uma criança?

Resposta (R): Passando o maior tempo com ela.


P: Mas tem muitos pais que têm que trabalhar.
R: Sim, mas no fundo todo mundo pode se permitir cuidar dos seus filhos. Meus pais o fizeram comigo. É questao de prioridades.


P: De que prioridades?
R: Se você quer ter muitas coisas materiais ou estar mais tempo com eles. Às vezes o nível de vida nao depende tanto do dinheiro que você ganha, mas de viver como você quer e fazer o que você quer.


P: Seus pais te educaram assim.
R: Preferiam estar comigo mais que trabalhar, ainda que nao saíssemos de férias nem tívessemos carro. Eu segui o mesmo exemplo. Quando nasceram meus três filhos deixei de trabalhar e me dediquei a escrever em casa, porque existe algo mais gratificante que ser pai?

P: Nao pude comprová-lo.
R: Se você é um ministro, prêmio Nobel o cirurgiao salva-vidas, poderia ser mais gratificante, mas se você é mais um pediatra entre tantos, um peao de obras ou trabalha num supermercado, mais gratificante para você serao os teus filhos.

P: Por quê ter filhos é tao transcendente?
R: Dentro de umas décadas o único que restará de nós será a nossa descendência. Quando era adolescente, li num muro de rua: “temos que considerar a possibilidade de que a imortalidade esteja nos filhos”.


P: Nunca havía pensado nisso.
R: Como sejam e vivam os nossos filhos dependerá de nós mesmos


P: O que significa criar um filho de forma natural?
R: O normal na espécie humana é dar a atençao que o bebê pede: quando chora, pegá-lo no colo; se ele se desperta, consolá-lo… Isto de colocá-lo para dormir em outro quarto e nao acostumá-lo no colo se inventou recentemente.

P: E se ele nao quer dormir sozinho?
R: Antes de tudo nao se deve deixá-lo chorar. É como se chegássemos em casa e encontráramos a nossa esposa soluçando de chorar. Nao seria normal perguntar-lhe o que acontece? E se é o meu filho, vou ignorar e começar a ler um livro? Pois é claro que vou me preocupar!


P: O que um pai tem que fazer se seu filho chora à noite?
R: Pois, dar-lhe a atençao que pede, porque se nao, ou seu choro nao lhe deixará dormir ou os seus remordimentos, que durarao muito mais que o choro da criança. E eu nao quero viver com a lembrança de que “meu filho me chamava e eu nao fui lhe ver”


P: Também podemos trazê-lo a nossa cama?
R: Claro que sim. Normalmente isto é o mais cômodo, ainda que tem gente que se empenha em se levantar seis vezes cada noite para consolar seu filho, mas nao estou disposto a fazer este sacrificio quando tudo se resolve trazendo-lhe a nossa cama.

P: …
R: Dormi com meus pais e os meus pais com os meus avós. A maioria das pessoas também o fez, ainda que custa sair do armario porque está mal visto. Disse Gabriel Mistral que “é amargo todo o homem que nunca tenha dormido no colo da sua mae”

P. Mas nao tem nenhum estudo científico que o corrobore.
R: O preconceito é pensar que as crianças que dormem com seus progenitores sao mais dependentes. Mas, segundo alguns estudos, os que dormem à noite na cama dos seus pais têm menos problemas de saúde mental.


P: “Uau”
R: Os pais costumam impor aos seus filhos normas absurdas que os fazem sofrer e a eles também. Por exemplo, nao pegá-los no colo com frequência ou deixá-los chorar quando lhes colocam a dormir sozinhos.


P: Entao, que normas temos que seguir?
R: As que os pais queiram, as que lhes sejam mais cômodas de por em prática. Estou convencido de que nao se necessita livros para criar um filho.


P: E o diz o senhor que é escritor, além de pediatra.
R: Sim, me dei conta de que muitos pais ou se sentiam preocupados por nao poder por em prática os conselhos que encontravam em livros ou ficavam com o coraçao destroçado quando os aplicavam.


P: Os pais se preocupam às vezes demais com seus filhos?
R: De um certo modo, sim. E penso que é uma consequencia de que a maioria das pessoas tem menos filhos que antes e se preocupa por coisas absurdas. Uma mae chegou a me perguntar o que poderia fazer se o seu bebê nao gostava de abobrinha. Mas, muitos pais con sete filhos nem se preocupam se eles se alimentam a base de hamburguers e batatas fritas!


P: Que diferença!
R: Hoje em dia o 80% das maes sao novatas porque nao chegam a ter mais de um filho.


P: E ainda assim nao conseguem educá-los como querem.
R: Na Espanha as crianças começam a ir a creche aos 4 meses de vida, quando em países como a Alemanha só vai um 6%, e na Finlandia a escola normal nao começa até os 7 anos. Por nao falar dos pais que deixam os filhos uma hora antes de começar as aulas e os recolhem uma hora depois de acabá-las.


P: Têm que ir trabalhar.
R: Sim, e como muitos se sentem mal, tentam compensá-lo dando todo o afeto e carinho quando estao com eles. Mas tem outros pais que, como lhes disseram que pegar uma criança no colo ou acariciá-la muito é malcriá-la, optam por comprar-lhes brinquedos, aparelhos eletrônicos e sair de férias, assim que precisam trabalhar mais e, portanto, estar menos com seus filhos.

P: É um círculo vicioso.
R: Às vezes substituimos coisas realmente importantes, como o contato, o carinho e o afeto, por coisas materiais. Dá pena escutar os pais de adolescentes problemáticos dizer “ai, com as horas que trabalhei para que nao lhe faltara nada”, mas talvez o que necessitava esta criança era mais horas de pai e mae.


P: Inclusive tem crianças que nao querem comer enquanto as suas maes trabalham.
R: Sim, este fenómeno é frequente em crianças de 4 ou 6 meses de idade. É uma conducta que se observa principalmente em bebês que tomam peito. A maioria das crianças, se dependesse delas, estariam mamando até os 2 ou 4 anos.


P: A soluçao é conciliar melhor trabalho e familia?
R: Efetivamente, temos uma das taxas de natalidade mais baixas da Europa. Outros países como a Suécia têm 2 anos de licença maternidade ou reduçao da jornada de trabalho com salário integral. Mas na Espanha as ajudas quando se tem um filho sao uma autêntica vergonha.


P: O mais importante para criar um bebê é…
R: Nao lhe dizer muitas vezes que lhe ama, porque ele nao entende isto, temos que demonstrá-lo: abraçar-lhe, beijar-lhe muito e fazer com que sinta que estaríamos dispostos a tudo por ele.
E amanhã finalmente sairemos de férias!!! Depois de quase 3 anos entrando de férias na escola, mas ficando em casa (isso só dá para descansar um pouco da agitação da sala de aula e não o corpo e a mente, conhecer lugares...etc) iremos viajar. Sim, será nossa primeira viagem de férias (de verdade né?) desde que nos casamos. Porque viajar pra casa de parentes para passar feriados ou final de semana não são férias e desde que nos casamos não fizemos mais nenhuma viagem longa e gostosa como faremos amanhã!!!
E ao lado de nossa pequena filhota, que já vai estrear super cedo no mundo das viagens. Espero que a gente consiga fazer pelo menos uma viagem grande por ano... quando digo grande quero dizer de pelo menos uma semana, esquecendo do mundo, das tarefas domésticas, da escola e de tudo!!!
Já está tudo praticamente certo. As malas (que parecem não ter fim nunca!!!) já estão prontas, claro que depois iremos conferir tudo, mas as roupas já estão arrumadinhas, os brinquedos separados, a piscina, as fraldas para o mar, necessaire, sapatos... quanta tranqueira. Só está faltando mesmo a cadeira de alimentação chegar (falaram que chega hoje... assim espero) e dar a última conferida em tudo. O duro mesmo vai ser acordar às 2 e meia para poder arrumar tudo e sair. Nosso voô é ás 6 das manhã e temos que chegar pelo menos uma hora antes e não dá para bobear e deixar para sair em cima da hora.
Bom... tudo vai dar certo e será uma viagem maravilhosa!!! Até a volta!!!



quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ontem na escola fiquei sabendo de uma coisa que me deixou muito triste... estão sumindo várias crianças aqui do bairro onde moramos. As meninas contaram que já sumiram 3 ou 4 crianças e o que me deixou mais preocupada foi elas me falarem de uma menina de 3 anos que foi roubada de dentro do seu quintal... o cara pulou o muro da casa e levou a criança embora. Na hora em que ouvi isso me deu um aperto no coração e um arrepio muito forte no corpo todo. Na hora pensei na minha pequena e minha convicção de deixar o Thor solto o tempo todo ficou mais forte do que nunca. É claro que a Gaby nunca fica sozinha no quintal ou no jardim, sempre estamos juntos, mas depois de ficar sabendo disso fiquei com mais receio ainda.
Fico pensando até que ponto vai a maldade humana... como um homem, sei lá se pode ser chamado de homem, pode fazer maldades com crianças e tão pequenas assim. Não consigo entender e nem me passa pela cabeça o que essas pessoas pensam. Fico muito preocupada em ver situações como essa. E me preocupa ainda mais quando vemos casos assim acontecendo com pessoas da família da criança... não entendo... e acho que nunca vou entender. Tenho muito medo de como ficará nossa sociedade daqui a algum tempo, os valores estão muito perdidos e todas as pessoas acham normais coisas absurdas como essas. Eu não acho nada normal!!! Não acho certo um professor molestar seus alunos, seja fisicamente ou psicologicamente, um pai, padrasto, tio, primo, irmão ou qualquer que seja o parentesco agir dessa mesma maneira, pior ainda quando tem o "consentimento" da mãe, nem que ele seja velado, mas as vezes por medo de perder o marido (hã... num caso desses ele que vá para o inferno!!!) ou por medo dela mesma ser agredida. Não consigo nem me imaginar em uma situação dessas, sou muito radical e acredito que para casos como estupro e pedofilia a pena tinha que ser enorme e porque não como é nos EUA? Pena de morte... nesses casos concordo plenamente com isso, pois uma pessoa que pratica esse tipo de coisa não é digna de ter sua vida preservada, ele não preserva a do outro então a dele merece o mesmo destino.
Fiquei muito triste e mexida com essas histórias...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Hoje papai resolveu que iriamos comprar uma cadeira de alimentação desmontável e dobrável para levar na viagem e lá foi a mamãe em busca da tal cadeira... encontrei no Magazine Luiza e já comprei, achei que custava muito mais caro mas não... ela está prevista para chegar na quarta e irá ajudar muito na arrumação da mala, já que não teremos que levar mais a cadeira da Gaby que é muito grandona e ocuparia muito espaço.
Aproveitei também para fazer o teste de passar o rodo mágico pela casa toda... e não é que deu certo? Eu já havia tentado logo que casamos a usar o bendito, mas como o piso não tinha nenhum arranhão (rsrsrs.... isso não nos pertence mais!!! ) ficava aparecendo as marquinhas da água quando secava, mas hoje passei e depois que secou nem deu para notar nada. Acho também que era um pouco de frescura da minha parte, mas agora como quero otimizar o tempo e poder cuidar da casa, vi que dá certo e vou comprar um novo para usar dentro de casa e o outro deixar para cozinha e banheiros. Ele é uma mão na roda porque pega todos os pelinhos que ficam perdido pela casa e aqui eles aparecem muito, por conta das cobertas, roupas de lã e toalhas de banho e o pano de chão não dá conta disso não!

domingo, 4 de julho de 2010

Nossa viagem está se aproximando (EBA!!!) e ontem começamos a arrumar nossas malas... primeiro confirmamos se elas caberiam todas dentro do carro do Beto, para isso pedimos ajuda ao André amigo do Bruno para nos emprestar o bagageiro do carro dele e cabem todas (graças a Deus). Depois foi começar a colocar as coisas dentro da mala... e são muitas roupas, principalmente da mamãe e da Gaby. Já tentei diminuir a quantidade de coisas que vou levar mas é praticamente impossível! Estou com medo de tirar algumas roupas da Gaby da mala e chegar lá e acabar precisando... ela agora está numa fase em que suja muita roupa e não vamos ficar o dia todo na praia com ela e mesmo que a gente fique vou acabar levando uma troca de roupa para ela não ficar com biquini molhado o dia todo.
Mas enfim vimos que conseguiremos levar tudo o que a gente quer e precisa. Teremos que levar mais uma mala com brinquedos, toalhas, piscina... não tem como não levar essas coisas. Viajar com criança é complicado ainda mais onde não tem outra criança aí temos que levar a tralha toda!!! Mas tudo dará certo no final e será uma delícia de viagem.
Tia Dri também nos ligou contando que a Gaby vai ganhar uma amiguinha em breve!!! É a Heloísa que está chegando!!!! Legal isso, assim mais para frente a Gaby terá algumas amiguinhas para poder brincar, já temos a Lavinia da tia Jú, a Maria Antonia da tia Rita e agora a Helô!!!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

E minha pequena já está completando 1 ano e 1 mês. O tempo voa e cada dia é uma nova descoberta dela. Ela agora já está mais interessada em "ler" seus livrinhos e passa um bom tempo mexendo neles. Até senta no nosso colo e pega um deles para gente ler para ela. Essa semana fui com ela até a escola e ela amou um livrinho que peguei para ler para ela e não queria devolver... é um bom sinal isso, me deixa muito animada em ver que ela gosta de ler e ouvir histórias e aqui em casa o que não falta são livros para ela se acabar de tanto ler!!!
E minhas leituras continuam para entender como funciona o desenvolvimento infantil. Agora andei lendo algumas coisas a respeito da aquisição da fala e linguagem. Temos que continuar estimulando muito nossa pequena para que ela possa continuar se desenvolvendo super bem como tem acontecido. Acredito que não vai dar muito trabalho ela falar, ela já tenta repetir algumas palavras e já tem um vocabulário próprio como eu já havia escrito por aqui.
Lá vai um texto retirado do Baby Center:


Marcos de desenvolvimento: Fala

Escrito para o BabyCenter Brasil

A fala

Seu bebê vai aprender aos poucos a usar palavras para descrever o que vê, ouve, sente e pensa na medida em que completa saltos de desenvolvimento mental, emocional e comportamental. Os pesquisadores agora sabem que, muito antes de um bebê murmurar sua primeira palavra, ele aprende as regras da linguagem e percebe como os adultos a usam para se comunicar.

Quando se desenvolve

As crianças aprendem a falar durante os dois primeiros anos de vida. Seu bebê começará usando a língua, os lábios, o céu da boca e qualquer dente que esteja aparecendo para produzir sons ("os" e "as" no primeiro ou no segundo mês; os murmúrios começam pouco depois). Logo, esses sons se tornam palavras de verdade (um "mamã" ou um "papá" pode escapar sem querer entre os 4 e os 5 meses, levando lágrimas aos seus olhos -- quem se importa se foi intencional ou não?). A partir daí, seu bebê vai aprender mais palavras com você, com seu parceiro e com quem mais estiver perto dele. Entre 1 e 2 anos, ele começará a formar frases com duas ou três palavras.

Como se desenvolve

O choro do seu filho ao nascer é a primeira incursão que ele faz no mundo da linguagem. Naquele momento, ele expressa o choque de sair do confinamento gostoso do útero e de estar em um lugar desconhecido. A partir de então, vai absorvendo os sons, os tons e as palavras que moldarão a forma com que ele vai falar.
A fala está ligada de forma inextricável à audição. Quando ouve as outras pessoas conversarem, o bebê aprende os sons das palavras e como as frases são estruturadas. De fato, muitos pesquisadores acreditam que o trabalho de compreender a linguagem começa enquanto o bebê está no útero. Assim como antes de nascer o bebê se acostuma ao compasso dos batimentos do seu coração, ele entra em sintonia com o som da sua voz. Dias após o nascimento, é capaz de discernir a sua voz das dos demais.

De 1 a 3 meses
A primeira forma de comunicação do seu filho é o choro. Um grito agudo pode significar fome, enquanto choramingos curtos e repetidos podem assinalar a necessidade de trocar a fralda. Depois de algum tempo, o pai e a mãe aprendem a reconhecer os diferentes tipos de choro, para atender melhor às necessidades da criança. Dá para distinguir o choro de cólica do choro de fome, por exemplo. À medida que o bebê cresce, vai desenvolvendo um repertório delicioso de gorgolejos, suspiros e arrulhos, tornando-se uma minifábrica de som. Sobre a capacidade de entender a linguagem, os linguistas dizem que os bebês de até 4 semanas são capazes de fazer a distinção entre sílabas similares, como "ma" e "na".

Quatro meses
Neste ponto, seu filho vai começar a balbuciar, combinando consoantes e vogais (como "dadá" ou "babá". Os primeiros "mama/ã" e "papá" podem escapar aqui e ali, e embora certamente façam você e seu companheiro se derreterem todos, não significam que o bebê já relacione direito as palavras a vocês. Isso vem depois, quando ele estiver com quase um ano.
As tentativas dele de falar vão parecer um jorro de monólogos em outra língua qualquer, infindáveis torrentes de palavras. A vocalização é uma brincadeira para a criança, que faz experiências usando a língua, os dentes, o céu da boca e as cordas vocais para produzir todo tipo de sons engraçados. Ela se diverte quando descobre que é ela quem faz tudo aquilo, fica estimulada a repeti-los e a procurar novos barulhos.
Nesse estágio, os balbucios têm os mesmos sons, não importa se a família do bebê fale português, inglês, francês ou japonês em casa. É possível perceber uma preferência da criança por determinados sons ("ca", "da" ou "auá", por exemplo), repetidos por ele sem cessar porque ele gosta do jeito como soam e da sensação na boca que eles produzem quando são pronunciados.

De 6 a 9 meses
Quando a criança balbucia e emite sons, eles até parecem fazer algum sentido. Isso ocorre porque ela passa a usar tons e padrões similares aos que você usa. Estimule o seu bebê a balbuciar lendo para ele, cantando e conversando.

De 1 ano a 1 ano e 5 meses
Ele usa uma ou mais palavras e sabe o que elas significam. Pratica até mesmo a inflexão, elevando o tom ao fazer uma pergunta, como "co-lo?", quando quiser ser carregado, por exemplo. A criança percebe a importância da fala e o enorme poder que representa o fato de ser capaz de expressar suas necessidades.

De 1 ano e meio a 2 anos
O vocabulário pode incluir até 200 palavras, muitas delas nomes. Entre 1 ano e meio e 1 ano e 8 meses, as crianças aprendem uma média de dez ou mais palavras por dia. Algumas aprendem palavras novas a cada 90 minutos, uma média impressionante. Cuidado, portanto, com o que diz na frente do seu filho! Ele vai também juntar duas palavras, formando frases básicas como "É meu" (bem típica do comportamento possessivo dessa fase!).
Aos 2 anos, usará frases com três palavras e cantará canções simples. O senso de identidade dele vai amadurecer e ele começará a falar sobre si -- do que gosta e do que não gosta, o que pensa e sente. Os pronomes podem confundi-lo e é possível que você o pegue dizendo "nenê fez", em vez de "eu fiz".

De 2 a 3 anos
A criança terá um pouco de dificuldade para empregar o volume apropriado para falar, mas logo aprenderá. Também começará a desvendar os macetes dos pronomes, como "eu" e "você". Entre 2 e 3 anos, seu vocabulário aumentará para até 300 palavras. Ela usará nomes e verbos juntos para formar frases completas, embora simples, como "Eu quero agora".
Quando fizer 3 anos, seu filho usará a fala com mais sofisticação. Será capaz de manter uma conversa e ajustar o tom, os padrões de fala e o vocabulário ao parceiro da conversação. Usará, por exemplo, palavras mais simples com outras crianças, mas será mais sofisticado com você. É possível que você já entenda tudo o que ele diz. A maioria das crianças nessa idade é fluente ao dizer o nome e a idade, e responde prontamente a uma pergunta. Nesse estágio, você pode corrigir eventuais palavras ou concordâncias simples ditas pela criança, de preferência repetindo a frase ou palavra do modo correto, sem advertir seu filho por ter falado "errado".

O que vem pela frente

À medida que seu filho cresce, ele fica mais tagarela. Você mal vai se lembrar da época em que ele não falava e vai se divertir ouvindo sobre os trabalhos que ele fez na escola, sobre o que a amiguinha Sabrina comeu no almoço, o que ele acha da madrasta da Cinderela e qualquer outra coisa que ocupe a mente dele. Ele também começará a lidar com a habilidade mais complexa da escrita.

O que você pode fazer

É simples: converse com seu filho. Pesquisas mostraram que crianças cujos pais falavam bastante com elas na primeira infância tinham um QI significativamente maior que o das outras crianças. O vocabulário delas também se mostrou mais rico que o de crianças que não receberam muito estímulo verbal. Você pode começar já na gravidez, de forma que o bebê se acostume com o som da sua voz, o que já pode ir estimulando conexões no cérebro dele. Leia um livro em voz alta ou cante para o bebê enquanto estiver no banho. Tudo bem, é possível que você se sinta estranha fazendo isso. Se for o seu caso, não precisa ficar culpada, ele já ouvirá bastante a sua voz quando você falar com outras pessoas.
Quando o bebê nascer, converse enquanto estiver trocando a fralda, dando de mamar ou dando banho, e dê um tempo para que ele responda com um sorriso ou olhando nos seus olhos. Um bom jeito de começar é simplesmente descrever o que você está fazendo: "Agora a mamãe vai colocar você na água quentinha (e assim por diante)". Por volta dos 5 meses, você poderá perceber que ele presta atenção aos movimentos da sua boca. Continue falando e em breve ele começará a tentar conversar também.
É impossível não usar um certo "tatibitate" ao falar com o bebê, e ele tem lá sua função afetiva, mas procure usar também frases reais, no mesmo tom de voz e com o mesmo vocabulário que usaria com um adulto. Seu filho só aprenderá a falar se você ensiná-la a fazer isso. Não há motivo para evitar o uso de palavras complicadas. Embora talvez precise simplificar a forma como fala para que seu filho compreenda o que você quer dizer, a melhor maneira de ele aumentar o vocabulário é escutando você usando novas palavras.
Ler é uma ótima forma de ajudar a desenvolver as habilidades de linguagem do seu filho. Os bebês vão adorar o som da sua voz, as crianças maiorzinhas vão aproveitar as histórias e mais tarde podem até mesmo interrompê-las para dizer o que está acontecendo ou dar algum palpite.

Quando se preocupar

Bebês com problemas de audição param de balbuciar por volta dos 6 meses. Se o seu não emite nenhum som (nem mesmo tenta fazê-lo) nem olha nos seus olhos, consulte seu médico. Embora algumas crianças comecem a formar palavras com 9 meses, muitas vão fazer isso só depois do primeiro aniversário, até 1 ano e 3 meses. Se o seu filho ainda não fala nenhuma palavra com essa idade, ou você ainda não consegue entender nenhuma palavra do que ele diz, converse sobre o assunto com o pediatra. Só ele poderá fazer uma avaliação individualizada, de acordo com as características do seu filho.
Se até os 3 anos seu filho continuar a comer consoantes (dizendo "asa" para "casa", por exemplo) ou a substituir um som ou uma sílaba por outra (dizendo "papato" em vez de "sapato", por exemplo), vale a pena conversar com o pediatra, que, dependendo do caso, pode recomendar uma avaliação fonoaudiológica. O profissional da área poderá orientá-la para fazer exercícios em casa ou indicar uma terapia. Às vezes pequenas atitudes, como chamar a atenção para o som errado repetindo a palavra corretamente, já são suficientes para obter bons resultados. Se seu filho disser: "Qué pô o papato", você pode responder: "Ah, você quer pôr o sapato?"
Todas as crianças pequenas gaguejam de vez em quando. Pode ser que estejam aceleradas demais pela vontade de contar o que se passa por sua cabeça que não consigam escolher as palavras certas na hora. A velocidade do raciocínio acaba sendo maior do que a mecânica da fala. Deixe a criança terminar a frase sozinha, sem interrompê-la para ajudar. Apesar de sua intenção ser das melhores, a interrupção poderá soar como um desestímulo.
A maioria das gagueiras é transitória, e muitas vezes aparece num momento de ansiedade, como perto do aniversário, do início das aulas ou da chegada de um irmãozinho.
Uma gagueira persistente, no entanto, deve ser avaliada por um profissional fonoaudiólogo. A criança em geral faz mais progressos se for avaliada entre 6 e 12 meses após se notar pela primeira vez a gagueira, independentemente da idade. Você também pode pedir ao pediatra a indicação de um especialista

Marcos do desenvolvimento: Compreensão de palavras, comportamentos e conceitos

Escrito para o BabyCenter Brasil
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil

Compreensão de palavras, comportamentos e conceitos

Recém-nascidos são como estrangeiros que acabaram de chegar ao país: não falam nossa língua nem entendem direito o que estamos dizendo. Mas eles aprendem rápido. Pesquisas mostram que os bebês começam a ouvir a voz dos pais já no útero. Quando nascem, começam a prestar atenção nas palavras e nos padrões das frases para descobrir o que as pessoas estão dizendo. Também usam seu poder de observação para aprender coisas mais complexas sobre o mundo físico e emocional, como amor, confiança, tempo e o fenômeno de causa e efeito.

Quando se desenvolve

Seu filho começa a tentar entender o que os outros estão falando e fazendo mesmo quando ainda está na barriga. No começo, ele não sabe o significado das palavras que você usa, mas capta suas emoções (como amor, preocupação, ansiedade e raiva). Quando chega aos 4 meses, reconhece seu próprio nome, e entre os 8 e os 12 meses já entende ordens simples, como "Não" e "Tira a mão". Depois dos 2 anos de idade começa a conseguir cumprir determinações em duas etapas, como "Vá até a cozinha e pegue seu sapato". Aos 3 anos, ele terá um vocabulário de algumas centenas de palavras e uma boa idéia dos aspectos mais complicados do cotidiano, como as tarefas básicas de comprar e fazer comida, trabalhar, limpar a casa, além de certa noção de horário.

Como se desenvolve

Recém-nascido a 1 mês

A cada minuto que passam acordados, os bebês absorvem informação sobre o mundo à sua volta, empregando os sentidos para descobrir o que está acontecendo no ambiente em que vivem. Não possuem os dados que os adultos e as crianças mais velhas costumam usar para entender as coisas. Muitos especialistas afirmam que os bebês entendem bem mais do que os pais imaginam.
Os bebês mantêm uma sintonia emocional com as pessoas que os cercam, pois essa é uma de suas armas para sobreviver. Por isso, percebem o que você está sentindo e pensando pelo tom da sua voz, pelo movimento da sua boca, pelo ritmo da sua respiração, pela sua pele e até pelo brilho no seu olhar. Seu filho cria uma versão da realidade a partir do modo como você responde a ele -- quando ele chora, você o conforta; quando ele tem fome, você o alimenta. À medida que a coordenação motora do bebê se aperfeiçoa, que sua memória fica mais aguçada, que ele consegue manter a concentração por mais tempo e que suas habilidades sociais ficam mais refinadas, ele também entende melhor as coisas.

De 2 a 3 meses

Seu bebê continua a absorver todas as informações que o cercam. Sua atividade favorita é observar o que acontece em seu ambiente, e agora ele já entende que você o acalma, o alimenta e brinca com ele sempre que ele precisa de você. O primeiro sorriso de verdade aparece nessa fase, e ele percebe que é uma maneira de demonstrar a você que ele está satisfeito. Ele vai gostar da reação que provoca ao sorrir. Com 3 meses, ele não só vai sorrir como vai começar a emitir sons, dando início a uma forma de conversa primitiva com você.

De 4 a 7 meses

A criança passa a saber seu próprio nome e a entender quando está sendo chamada. Talvez até responda, virando-se para você. Também está mais sintonizada com o tom da sua voz. Quando sua fala é amistosa, ela reage com alegria, mas, se você fala sério demais, pode até chorar. Está começando a perceber a diferença entre os estranhos e os rostos conhecidos, e talvez chore se for para o colo de alguém que não reconheça.

De 8 a 12 meses

Seu bebê está começando a entender ordens simples. Se você disser "Não" quando ele tentar pôr a mão na tomada, por exemplo, ele vai parar e olhar para você -- talvez até balance a cabeça fazendo "não". Também está testando sua reação ao que ele faz. Pode jogar a comida no chão só para ver o que você vai fazer, e depois guarda sua reação na memória. Mais tarde ele fará novos testes, para ver se você reage do mesmo jeito.

De 1 ano a 1 ano e meio

Com 1 ano e meio, seu bebê provavelmente já é capaz de entender e usar pelo menos 50 palavras. E conseguirá seguir instruções, mesmo que elas envolvam duas ações -- por exemplo: "Recolha os bloquinhos e ponha na caixa".

De 1 ano e meio a 2 anos

Seu filho começa a compreender que as necessidades dele nem sempre combinam com as suas. Vai tentar se impor -- cruzando os braços decidido quando você tentar dar a mão para ele, por exemplo. Também passa a entender conceitos como espaço e dimensão. Provavelmente já consegue montar um quebra-cabeça simples, e sabe a diferença entre um triângulo e um quadrado, sendo capaz de encaixá-los numa forma vazada.
Também está entendendo o fenômeno de causa e efeito -- sabe que quando aperta a barriga do bichinho de pelúcia, por exemplo, ele toca música.
Essa nova habilidade será bem útil quando ele estiver pronto para largar a fralda (o que ainda deve demorar mais alguns meses).

De 2 a 3 anos

Nessa fase seu filho já entende bastante bem a língua. Especialistas em desenvolvimento afirmam que a maioria das crianças de 2 anos compreende no mínimo 150 palavras, e que dez novas palavras são acrescentadas todo dia ao seu vocabulário. Como a aquisição da linguagem virou uma coisa natural para ele, seu filho pode agora se concentrar em conceitos mais complexos, que envolvam as emoções.
Entre os 2 e 3 anos, a criança passa a compreender os elementos básicos que compõem os relacionamentos: amor e confiança. Ele sabe que você e o resto da família cuidam dele e que estão ao lado dele. Apreendeu esses conceitos tão importantes pela maneira como você o tratou nos primeiros anos de vida. O fato de você ter cercado seu filho de carinho, atendido a suas necessidades e zelado por sua segurança o ajudou a se tornar uma criança confiante e otimista.
Ele está começando a entender aspectos mais complicados da vida cotidiana, só de assistir ao que você faz no dia-a-dia. Além disso, percebe como deve tratar as outras pessoas (também ao observar suas atitudes). O modo mais fácil de garantir que ele se torne uma pessoa solidária e íntegra é prestar atenção no modo como você trata os outros -- especialmente seu próprio filho.

O que vem pela frente

O número de palavras que seu filho é capaz de entender aumenta rápido. Aos 6 anos, a maioria das crianças tem um vocabulário de quase 13 mil palavras. Nos próximos anos, ele vai começar a compreender situações e idéias cada vez mais complexas, como os princípios da matemática, distinguir o certo do errado e conceitos como o futuro.

O que você pode fazer

Se você conversar e ler para o seu filho, vai ajudá-lo a adquirir bons recursos de comunicação. Em geral, a compreensão da palavra vem antes de a criança ser capaz de pronunciá-la.
Brincar com a criança a ajuda a aprender sobre como funciona o mundo. Desafie-a com brinquedos adequados à sua faixa etária e com jogos que estimulem seu desenvolvimento físico e mental. Aproveite-se da curiosidade dela para mostrar que aprender é prazeroso, bom e gostoso. Gostar de aprender só vai fazer bem para ela.
Demonstrar afeto pela criança é a melhor maneira de ensiná-la da importância de conceitos emocionais como a empatia.

Quando se preocupar

Se, com 3 anos, seu filho parece ter dificuldade para entender as instruções e sugestões mais simples, fale com o pediatra. Outro motivo para conversar com ele é se a criança ficar genuinamente perplexa quando você lhe pede que faça alguma tarefa simples. Se você tiver mostrado inúmeras vezes ao seu filho como se abre uma caixa, mas mesmo assim ele não conseguir entender o que deve fazer, por exemplo, ele pode estar com algum tipo de atraso cognitivo.