- má: serve para gato (miau), Marisa, Maria e de vez em quando mamãe...
- pá: ela tem usado para papai, pato, papa (comer)
- mamá: mamadeira
- tá: não sei qual a relação que ela fez, mas ela fala tá e aponta para a televisão para assistir...
- tó: de vez em quando ela chama o Thor assim
- nenê: sempre que vê suas bonecas
- abi: para abrir... portas, garrafas, qualquer coisa
- aga: água
- nana:de vez em quando sai perfeitinho quando vamos comer banana
- lá: pode ser sala, bolacha, bola... depende da situação...
- bo: é quando ela está inspirada e chama o vovô
- bu: é o tio Dú (hoje ela viu uma foto dele e falou bu e apontou para ele...que linda)
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Temos que agradecer todos os dias a Deus por ter nos dado uma filha perfeita, com saúde tão boa, alegre, brincalhona, esperta pra caramba e que passa os dias testando nossos limites... e agora quando ela faz isso começo a pensar 100000000 de vezes antes de ficar brava com ela ou chamar sua atenção, lembro das mães que não tem essa oportunidade de ver seus filhotes correndo pela casa, mexendo em tudo, pegando todos os objetos que veem pela frente. Lembro daquelas que tenho certeza de que dariam a vida delas em troca da vida de seus filhos para que eles pudessem andar, brincar, sair por aí... lembro das que terão de passar a vida cuidando de seus filhos que não podem sair da cama, daquelas que tem que passar dias e mais dias acompanhando seus filhos em sessões intermináveis no hospital (temos 2 casos de mães assim na comunidade Maternidade da qual faço parte).
Acho que nenhuma mãe deveria passar por esse sofrimento e que nenhuma criança deveria ter doenças graves... todos nós deveriamos ter muita saúde sempre, só quando fossemos bem velhinhos e tivessemos aproveitado tudo na vida é que poderiamos adoecer. Mas não é assim que Deus quer... Ele tem planos para cada um de nós e escolhe os capacitados para passar por testes dificeis. Acredito muito que Deus irá curar todas essas crianças que acompanho a vida aqui pela net e tenho pedido muito isso a Ele. Assim como peço sempre para que Ele cuide de nossa pequena mocinha...
Fico muito triste quando leio esses relatos, mas eles me fazem ver e agradecer pela vida que nós temos... as vezes reclamamos muito sem motivo nenhum e quando vemos alguém com uma história de vida tão sofrida parece que nos dá um chacoalhão e nos faz ver que nossa vida é perfeita. Ela pode não ser do jeito que nós queremos que ela seja, mas temos certeza de que ela é do jeito que Deus quer que ela seja...
quinta-feira, 29 de julho de 2010
A noite levamos nossa pequena em uma agência de modelos que abriu aqui na cidade ( na 3ª fomos abordados por uma promotora no shopping) e a moça que fez a entrevista disse que amou a Gaby... fizemos um contrato com eles e dia 17 temos uma sessão de fotos para montar o book dela e vamos ficar aguardando para ver se dá em alguma coisa isso...
quarta-feira, 28 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
Depois que saimos da escola fomos até o centro trocar o tênis do papai e demos uma volta no shopping e jantamos por lá mesmo. Ela estava se divertindo andando para todo lado por lá. Temos mesmo que fazer muitos passeios com ela para desenvolver melhor sua socialização.
Em agosto teremos muitos passeios para fazer: Bienal do Livro e Festival do Chocolate em Ribeirão Pires. Estou até vendo nossa bonequinha na Bienal no meio dos livros. Ela simplesmente AMA livros e fico muito feliz por isso.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Espero que sua adaptação seja muito boa... amanhã ela ficará mais tempo na escola e na quarta provavelmente já ficará o período todo. Vou tentar conversar com a Cláudia, professora da turma da manhã da escola, para ver se podemos trocar nossas turmas essa semana, pelo menos conseguiria fazer uma adaptação melhora da Gaby na escola.... vamos ver.
domingo, 25 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Aproveitei que a Gaby estava dormindo e dei uma arrumada no armário de lençóis que estava uma bagunça, arrumei tudo bonitinho, dobrando os jogos todos juntinhos como em um envelope (li isso em um blog de casa). Tentei arrumar as toalhas em rolos mas não deu certo... temos muitos jogos e não vou me desfazer de nenhum (nos blogs e sites de organização de casa dizem que precisamos somente de 4 jogos.. aqui temos muitooooo mais que isso...rsrsrs), então somente limpei o armário e arrumei os conjuntos em fileiras como sempre foi por aqui.
Depois comecei a dar uma olhada na net sobre scrap digital... como estou sem tempo e condições (a Gaby não deixa..rsrsrs) de mexer nos meus scraps de verdade, vou ver se pelo menos monto algumas páginas digitais e é bom porque pelo menos vou exercitando minha criatividade e praticando um pouco, mas quero em breve voltar a mexer com os scraps de verdade. Tenho muitas páginas que quero montar, mas não encontro tempo nem oportunidade para isso.
Ontem escolhi as fotos para imprimir do 7º mês até 1 ano da pequena e mandei fazer em um site que achei bem em conta... acho que na semana que vem vou escolher as fotos do aniversário dela e mandar fazer também, para aproveitar a promoção... R$0,29 não se encontra em qualquer lugar!!!
E hoje também fomos andando até a feira aqui do bairro pela primeira vez. Parecia ser mais longe, mas deu para ir legalzinho com o carrinho dela e ainda fazer as compras. Aproveitei e comprei alguns DVDs lá para ver se a Gaby iria gostar e se valeria a pena comprar os originais depois. Quando chegamos em casa coloquei um do Baby Einstein sobre animais da vizinhança e ela até se interessou mas logo desistiu e quis ver o Bebê Mais... acho que são fases, cada vez ela irá gostar de um tipo de DVD e quando enjoar irá mudar... e lá vamos nós ficar ouvindo as musiquinhas iguais por um bom tempo!!! srsrsrsr
quarta-feira, 21 de julho de 2010


Estou querendo comprar alguns dvds diferentes para ela mas ainda não decidi quais.... tenho dado uma lida em alguns blogs e anotado sugestões de dvds legais... vou começar a pesquisar, mas antes de comprar os originais vou baixar da net e colocar para a pequena ver, senão vou gastar dindin a toa...rsrsrs.
Super post sobre nossas férias!!!
ndo foi 2:30 o celular despertou e fui começar a arrumar as coisas. Eram tantas coisas para pegar e conferir que achei melhor acordar nesse horário para não ter problemas. Depois de ter arrumado tudo, acordei a pequena para poder arruma-la. Ela não queria acordar...dei risada porque ela virava de um lado para o outro no trocador como se quisesse continuar dormindo, mas eu tinha que arrumar a mocinha. Então depois que eu arrumei nossa moça começamos a colocar as coisas no carro e fomos buscar a Marisa e pegamos o Silas. A Gaby só dormiu bem lá perto do aeroporto e logo que chegamos e colocamos ela no carrinho ela logo despertou e queria participar de tudo!!! Como estávamos com nossa pequena passamos na frente do povo na hora do check in (ainda bem porque a fila estava enorme!!!) e só ficamos esperando o horário do voo. Quando entramos no avião a Gaby queria ficar em pé na poltrona e olhar tudo. Achei que ela ia ficar com medo quando o avião decolasse mas que nada... ficou super de boa. Só achei estranho o fato de não ter nenhum cinto para ela, eu tive que segurar ela enquanto o avião decolava e pousava. Tudo correu super bem, ela deu uma dormida boa e só acordou quando iam servir a comida.... filha nossa mesmo!!! Comeu um pouco com a gente e logo foi hora do avião começar o pouso e acho que ela sentiu um pouco de dor de ouvido porque ela começou a reclmar e colocar a mão no ouvido. Chegamos em Salvador e ficamos esperando um tempo até embarcar novamente. Enquanto isso ela ficou saracoteando o tempo todo pela aeroporto.
No domingo fomos para a praia de Taipú de Fora, que é o cartão postal do lugar. Realmente vale a fama que tem, é uma praia calma com águas super azuis (e olha que o Beto disse que não estava tão lindo por conta da chuva). Tentei colocar a GAby na boiaão mas ela não quis ficar e foi um custo ela aceitar ficar brincando na água, mas depois que começou não queria parar mais!!! Ficamos um tempão com ela brincando enquanto o papai tentava mergulhar para ver os peixinhos, mas ele não conseguiu. Depois ele e o tio Beto foram conhecer a casa do Duda Mendonça (sim o marqueteiro do PT tem uma baita casa lá nessa praia). Depois voltamos para a barraca e ela apagou! Só acordou perto da hora do almoço. A água do mar subiu muito rápido e logo chegou perto do barranco onde estavamos sentados.

A noite iamos no centro da cidade para jantar. Tem muitos restaurantes gostosos mas o lugar peca pela falta de infra estrutura. As ruas poderiam ser mais bem cuidadas e ter mais opções de lazer. É um lugar lindo que ainda está aprendendo a receber o turismo. Para ter idéia em plenas ferias o lugar estava super vazio... nunca vi isso em nenhum lugar do nordeste que visitei.
Coisas que aprendi nessa viagem e vou prestar mais atenção nas próximas:
- não adianta marcar lugar no avião perto da saída de emergência por causa das pernas do papai... bebês não podem viajar ali;
- levar mais de um repelente... o nosso quase acabou em menos de 10 dias;
- levar mais pacotes de fraldas... como eu não fico o dia todo com a Gaby não tinha idéia de quantas fraldas ela usava por dia e acabamos tendo que comprar mais;
- leite... levar várias latas!!! Compramos mais 2 lá!!!
- Esmalte escuro e protetor de criança não combinam. O meu praticamente se desmanchou em apenas 1 dia... tanto trabalho pra fazer a unha bonitinha e ter que tirar tudo no segundo dia de passeio...
- Não levar tantas roupas... prometo que vou me policiar mais quanto a isso... metade da nossa mala voltou sem uso;
sábado, 17 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
“As crianças que dormem com os seus pais têm menos problemas”
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Fico pensando até que ponto vai a maldade humana... como um homem, sei lá se pode ser chamado de homem, pode fazer maldades com crianças e tão pequenas assim. Não consigo entender e nem me passa pela cabeça o que essas pessoas pensam. Fico muito preocupada em ver situações como essa. E me preocupa ainda mais quando vemos casos assim acontecendo com pessoas da família da criança... não entendo... e acho que nunca vou entender. Tenho muito medo de como ficará nossa sociedade daqui a algum tempo, os valores estão muito perdidos e todas as pessoas acham normais coisas absurdas como essas. Eu não acho nada normal!!! Não acho certo um professor molestar seus alunos, seja fisicamente ou psicologicamente, um pai, padrasto, tio, primo, irmão ou qualquer que seja o parentesco agir dessa mesma maneira, pior ainda quando tem o "consentimento" da mãe, nem que ele seja velado, mas as vezes por medo de perder o marido (hã... num caso desses ele que vá para o inferno!!!) ou por medo dela mesma ser agredida. Não consigo nem me imaginar em uma situação dessas, sou muito radical e acredito que para casos como estupro e pedofilia a pena tinha que ser enorme e porque não como é nos EUA? Pena de morte... nesses casos concordo plenamente com isso, pois uma pessoa que pratica esse tipo de coisa não é digna de ter sua vida preservada, ele não preserva a do outro então a dele merece o mesmo destino.
Fiquei muito triste e mexida com essas histórias...
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Aproveitei também para fazer o teste de passar o rodo mágico pela casa toda... e não é que deu certo? Eu já havia tentado logo que casamos a usar o bendito, mas como o piso não tinha nenhum arranhão (rsrsrs.... isso não nos pertence mais!!! ) ficava aparecendo as marquinhas da água quando secava, mas hoje passei e depois que secou nem deu para notar nada. Acho também que era um pouco de frescura da minha parte, mas agora como quero otimizar o tempo e poder cuidar da casa, vi que dá certo e vou comprar um novo para usar dentro de casa e o outro deixar para cozinha e banheiros. Ele é uma mão na roda porque pega todos os pelinhos que ficam perdido pela casa e aqui eles aparecem muito, por conta das cobertas, roupas de lã e toalhas de banho e o pano de chão não dá conta disso não!
domingo, 4 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
E minhas leituras continuam para entender como funciona o desenvolvimento infantil. Agora andei lendo algumas coisas a respeito da aquisição da fala e linguagem. Temos que continuar estimulando muito nossa pequena para que ela possa continuar se desenvolvendo super bem como tem acontecido. Acredito que não vai dar muito trabalho ela falar, ela já tenta repetir algumas palavras e já tem um vocabulário próprio como eu já havia escrito por aqui.
Lá vai um texto retirado do Baby Center:
Marcos de desenvolvimento: Fala
Escrito para o BabyCenter Brasil
A fala
Seu bebê vai aprender aos poucos a usar palavras para descrever o que vê, ouve, sente e pensa na medida em que completa saltos de desenvolvimento mental, emocional e comportamental. Os pesquisadores agora sabem que, muito antes de um bebê murmurar sua primeira palavra, ele aprende as regras da linguagem e percebe como os adultos a usam para se comunicar.
Quando se desenvolve
As crianças aprendem a falar durante os dois primeiros anos de vida. Seu bebê começará usando a língua, os lábios, o céu da boca e qualquer dente que esteja aparecendo para produzir sons ("os" e "as" no primeiro ou no segundo mês; os murmúrios começam pouco depois). Logo, esses sons se tornam palavras de verdade (um "mamã" ou um "papá" pode escapar sem querer entre os 4 e os 5 meses, levando lágrimas aos seus olhos -- quem se importa se foi intencional ou não?). A partir daí, seu bebê vai aprender mais palavras com você, com seu parceiro e com quem mais estiver perto dele. Entre 1 e 2 anos, ele começará a formar frases com duas ou três palavras.
Como se desenvolve
O choro do seu filho ao nascer é a primeira incursão que ele faz no mundo da linguagem. Naquele momento, ele expressa o choque de sair do confinamento gostoso do útero e de estar em um lugar desconhecido. A partir de então, vai absorvendo os sons, os tons e as palavras que moldarão a forma com que ele vai falar.
A fala está ligada de forma inextricável à audição. Quando ouve as outras pessoas conversarem, o bebê aprende os sons das palavras e como as frases são estruturadas. De fato, muitos pesquisadores acreditam que o trabalho de compreender a linguagem começa enquanto o bebê está no útero. Assim como antes de nascer o bebê se acostuma ao compasso dos batimentos do seu coração, ele entra em sintonia com o som da sua voz. Dias após o nascimento, é capaz de discernir a sua voz das dos demais.
De 1 a 3 meses
A primeira forma de comunicação do seu filho é o choro. Um grito agudo pode significar fome, enquanto choramingos curtos e repetidos podem assinalar a necessidade de trocar a fralda. Depois de algum tempo, o pai e a mãe aprendem a reconhecer os diferentes tipos de choro, para atender melhor às necessidades da criança. Dá para distinguir o choro de cólica do choro de fome, por exemplo. À medida que o bebê cresce, vai desenvolvendo um repertório delicioso de gorgolejos, suspiros e arrulhos, tornando-se uma minifábrica de som. Sobre a capacidade de entender a linguagem, os linguistas dizem que os bebês de até 4 semanas são capazes de fazer a distinção entre sílabas similares, como "ma" e "na".
Quatro meses
Neste ponto, seu filho vai começar a balbuciar, combinando consoantes e vogais (como "dadá" ou "babá". Os primeiros "mama/ã" e "papá" podem escapar aqui e ali, e embora certamente façam você e seu companheiro se derreterem todos, não significam que o bebê já relacione direito as palavras a vocês. Isso vem depois, quando ele estiver com quase um ano.
As tentativas dele de falar vão parecer um jorro de monólogos em outra língua qualquer, infindáveis torrentes de palavras. A vocalização é uma brincadeira para a criança, que faz experiências usando a língua, os dentes, o céu da boca e as cordas vocais para produzir todo tipo de sons engraçados. Ela se diverte quando descobre que é ela quem faz tudo aquilo, fica estimulada a repeti-los e a procurar novos barulhos.
Nesse estágio, os balbucios têm os mesmos sons, não importa se a família do bebê fale português, inglês, francês ou japonês em casa. É possível perceber uma preferência da criança por determinados sons ("ca", "da" ou "auá", por exemplo), repetidos por ele sem cessar porque ele gosta do jeito como soam e da sensação na boca que eles produzem quando são pronunciados.
De 6 a 9 meses
Quando a criança balbucia e emite sons, eles até parecem fazer algum sentido. Isso ocorre porque ela passa a usar tons e padrões similares aos que você usa. Estimule o seu bebê a balbuciar lendo para ele, cantando e conversando.
De 1 ano a 1 ano e 5 meses
Ele usa uma ou mais palavras e sabe o que elas significam. Pratica até mesmo a inflexão, elevando o tom ao fazer uma pergunta, como "co-lo?", quando quiser ser carregado, por exemplo. A criança percebe a importância da fala e o enorme poder que representa o fato de ser capaz de expressar suas necessidades.
De 1 ano e meio a 2 anos
O vocabulário pode incluir até 200 palavras, muitas delas nomes. Entre 1 ano e meio e 1 ano e 8 meses, as crianças aprendem uma média de dez ou mais palavras por dia. Algumas aprendem palavras novas a cada 90 minutos, uma média impressionante. Cuidado, portanto, com o que diz na frente do seu filho! Ele vai também juntar duas palavras, formando frases básicas como "É meu" (bem típica do comportamento possessivo dessa fase!).
Aos 2 anos, usará frases com três palavras e cantará canções simples. O senso de identidade dele vai amadurecer e ele começará a falar sobre si -- do que gosta e do que não gosta, o que pensa e sente. Os pronomes podem confundi-lo e é possível que você o pegue dizendo "nenê fez", em vez de "eu fiz".
De 2 a 3 anos
A criança terá um pouco de dificuldade para empregar o volume apropriado para falar, mas logo aprenderá. Também começará a desvendar os macetes dos pronomes, como "eu" e "você". Entre 2 e 3 anos, seu vocabulário aumentará para até 300 palavras. Ela usará nomes e verbos juntos para formar frases completas, embora simples, como "Eu quero agora".
Quando fizer 3 anos, seu filho usará a fala com mais sofisticação. Será capaz de manter uma conversa e ajustar o tom, os padrões de fala e o vocabulário ao parceiro da conversação. Usará, por exemplo, palavras mais simples com outras crianças, mas será mais sofisticado com você. É possível que você já entenda tudo o que ele diz. A maioria das crianças nessa idade é fluente ao dizer o nome e a idade, e responde prontamente a uma pergunta. Nesse estágio, você pode corrigir eventuais palavras ou concordâncias simples ditas pela criança, de preferência repetindo a frase ou palavra do modo correto, sem advertir seu filho por ter falado "errado".
O que vem pela frente
À medida que seu filho cresce, ele fica mais tagarela. Você mal vai se lembrar da época em que ele não falava e vai se divertir ouvindo sobre os trabalhos que ele fez na escola, sobre o que a amiguinha Sabrina comeu no almoço, o que ele acha da madrasta da Cinderela e qualquer outra coisa que ocupe a mente dele. Ele também começará a lidar com a habilidade mais complexa da escrita.
O que você pode fazer
É simples: converse com seu filho. Pesquisas mostraram que crianças cujos pais falavam bastante com elas na primeira infância tinham um QI significativamente maior que o das outras crianças. O vocabulário delas também se mostrou mais rico que o de crianças que não receberam muito estímulo verbal. Você pode começar já na gravidez, de forma que o bebê se acostume com o som da sua voz, o que já pode ir estimulando conexões no cérebro dele. Leia um livro em voz alta ou cante para o bebê enquanto estiver no banho. Tudo bem, é possível que você se sinta estranha fazendo isso. Se for o seu caso, não precisa ficar culpada, ele já ouvirá bastante a sua voz quando você falar com outras pessoas.
Quando o bebê nascer, converse enquanto estiver trocando a fralda, dando de mamar ou dando banho, e dê um tempo para que ele responda com um sorriso ou olhando nos seus olhos. Um bom jeito de começar é simplesmente descrever o que você está fazendo: "Agora a mamãe vai colocar você na água quentinha (e assim por diante)". Por volta dos 5 meses, você poderá perceber que ele presta atenção aos movimentos da sua boca. Continue falando e em breve ele começará a tentar conversar também.
É impossível não usar um certo "tatibitate" ao falar com o bebê, e ele tem lá sua função afetiva, mas procure usar também frases reais, no mesmo tom de voz e com o mesmo vocabulário que usaria com um adulto. Seu filho só aprenderá a falar se você ensiná-la a fazer isso. Não há motivo para evitar o uso de palavras complicadas. Embora talvez precise simplificar a forma como fala para que seu filho compreenda o que você quer dizer, a melhor maneira de ele aumentar o vocabulário é escutando você usando novas palavras.
Ler é uma ótima forma de ajudar a desenvolver as habilidades de linguagem do seu filho. Os bebês vão adorar o som da sua voz, as crianças maiorzinhas vão aproveitar as histórias e mais tarde podem até mesmo interrompê-las para dizer o que está acontecendo ou dar algum palpite.
Quando se preocupar
Bebês com problemas de audição param de balbuciar por volta dos 6 meses. Se o seu não emite nenhum som (nem mesmo tenta fazê-lo) nem olha nos seus olhos, consulte seu médico. Embora algumas crianças comecem a formar palavras com 9 meses, muitas vão fazer isso só depois do primeiro aniversário, até 1 ano e 3 meses. Se o seu filho ainda não fala nenhuma palavra com essa idade, ou você ainda não consegue entender nenhuma palavra do que ele diz, converse sobre o assunto com o pediatra. Só ele poderá fazer uma avaliação individualizada, de acordo com as características do seu filho.
Se até os 3 anos seu filho continuar a comer consoantes (dizendo "asa" para "casa", por exemplo) ou a substituir um som ou uma sílaba por outra (dizendo "papato" em vez de "sapato", por exemplo), vale a pena conversar com o pediatra, que, dependendo do caso, pode recomendar uma avaliação fonoaudiológica. O profissional da área poderá orientá-la para fazer exercícios em casa ou indicar uma terapia. Às vezes pequenas atitudes, como chamar a atenção para o som errado repetindo a palavra corretamente, já são suficientes para obter bons resultados. Se seu filho disser: "Qué pô o papato", você pode responder: "Ah, você quer pôr o sapato?"
Todas as crianças pequenas gaguejam de vez em quando. Pode ser que estejam aceleradas demais pela vontade de contar o que se passa por sua cabeça que não consigam escolher as palavras certas na hora. A velocidade do raciocínio acaba sendo maior do que a mecânica da fala. Deixe a criança terminar a frase sozinha, sem interrompê-la para ajudar. Apesar de sua intenção ser das melhores, a interrupção poderá soar como um desestímulo.
A maioria das gagueiras é transitória, e muitas vezes aparece num momento de ansiedade, como perto do aniversário, do início das aulas ou da chegada de um irmãozinho.
Uma gagueira persistente, no entanto, deve ser avaliada por um profissional fonoaudiólogo. A criança em geral faz mais progressos se for avaliada entre 6 e 12 meses após se notar pela primeira vez a gagueira, independentemente da idade. Você também pode pedir ao pediatra a indicação de um especialista
Marcos do desenvolvimento: Compreensão de palavras, comportamentos e conceitos
Escrito para o BabyCenter Brasil
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil
Compreensão de palavras, comportamentos e conceitos
Recém-nascidos são como estrangeiros que acabaram de chegar ao país: não falam nossa língua nem entendem direito o que estamos dizendo. Mas eles aprendem rápido. Pesquisas mostram que os bebês começam a ouvir a voz dos pais já no útero. Quando nascem, começam a prestar atenção nas palavras e nos padrões das frases para descobrir o que as pessoas estão dizendo. Também usam seu poder de observação para aprender coisas mais complexas sobre o mundo físico e emocional, como amor, confiança, tempo e o fenômeno de causa e efeito.
Seu filho começa a tentar entender o que os outros estão falando e fazendo mesmo quando ainda está na barriga. No começo, ele não sabe o significado das palavras que você usa, mas capta suas emoções (como amor, preocupação, ansiedade e raiva). Quando chega aos 4 meses, reconhece seu próprio nome, e entre os 8 e os 12 meses já entende ordens simples, como "Não" e "Tira a mão". Depois dos 2 anos de idade começa a conseguir cumprir determinações em duas etapas, como "Vá até a cozinha e pegue seu sapato". Aos 3 anos, ele terá um vocabulário de algumas centenas de palavras e uma boa idéia dos aspectos mais complicados do cotidiano, como as tarefas básicas de comprar e fazer comida, trabalhar, limpar a casa, além de certa noção de horário.
Recém-nascido a 1 mês
A cada minuto que passam acordados, os bebês absorvem informação sobre o mundo à sua volta, empregando os sentidos para descobrir o que está acontecendo no ambiente em que vivem. Não possuem os dados que os adultos e as crianças mais velhas costumam usar para entender as coisas. Muitos especialistas afirmam que os bebês entendem bem mais do que os pais imaginam.
Os bebês mantêm uma sintonia emocional com as pessoas que os cercam, pois essa é uma de suas armas para sobreviver. Por isso, percebem o que você está sentindo e pensando pelo tom da sua voz, pelo movimento da sua boca, pelo ritmo da sua respiração, pela sua pele e até pelo brilho no seu olhar. Seu filho cria uma versão da realidade a partir do modo como você responde a ele -- quando ele chora, você o conforta; quando ele tem fome, você o alimenta. À medida que a coordenação motora do bebê se aperfeiçoa, que sua memória fica mais aguçada, que ele consegue manter a concentração por mais tempo e que suas habilidades sociais ficam mais refinadas, ele também entende melhor as coisas.
De 2 a 3 meses
Seu bebê continua a absorver todas as informações que o cercam. Sua atividade favorita é observar o que acontece em seu ambiente, e agora ele já entende que você o acalma, o alimenta e brinca com ele sempre que ele precisa de você. O primeiro sorriso de verdade aparece nessa fase, e ele percebe que é uma maneira de demonstrar a você que ele está satisfeito. Ele vai gostar da reação que provoca ao sorrir. Com 3 meses, ele não só vai sorrir como vai começar a emitir sons, dando início a uma forma de conversa primitiva com você.
De 4 a 7 meses
A criança passa a saber seu próprio nome e a entender quando está sendo chamada. Talvez até responda, virando-se para você. Também está mais sintonizada com o tom da sua voz. Quando sua fala é amistosa, ela reage com alegria, mas, se você fala sério demais, pode até chorar. Está começando a perceber a diferença entre os estranhos e os rostos conhecidos, e talvez chore se for para o colo de alguém que não reconheça.
De 8 a 12 meses
Seu bebê está começando a entender ordens simples. Se você disser "Não" quando ele tentar pôr a mão na tomada, por exemplo, ele vai parar e olhar para você -- talvez até balance a cabeça fazendo "não". Também está testando sua reação ao que ele faz. Pode jogar a comida no chão só para ver o que você vai fazer, e depois guarda sua reação na memória. Mais tarde ele fará novos testes, para ver se você reage do mesmo jeito.
De 1 ano a 1 ano e meio
Com 1 ano e meio, seu bebê provavelmente já é capaz de entender e usar pelo menos 50 palavras. E conseguirá seguir instruções, mesmo que elas envolvam duas ações -- por exemplo: "Recolha os bloquinhos e ponha na caixa".
De 1 ano e meio a 2 anos
Seu filho começa a compreender que as necessidades dele nem sempre combinam com as suas. Vai tentar se impor -- cruzando os braços decidido quando você tentar dar a mão para ele, por exemplo. Também passa a entender conceitos como espaço e dimensão. Provavelmente já consegue montar um quebra-cabeça simples, e sabe a diferença entre um triângulo e um quadrado, sendo capaz de encaixá-los numa forma vazada.
Também está entendendo o fenômeno de causa e efeito -- sabe que quando aperta a barriga do bichinho de pelúcia, por exemplo, ele toca música.
Essa nova habilidade será bem útil quando ele estiver pronto para largar a fralda (o que ainda deve demorar mais alguns meses).
De 2 a 3 anos
Nessa fase seu filho já entende bastante bem a língua. Especialistas em desenvolvimento afirmam que a maioria das crianças de 2 anos compreende no mínimo 150 palavras, e que dez novas palavras são acrescentadas todo dia ao seu vocabulário. Como a aquisição da linguagem virou uma coisa natural para ele, seu filho pode agora se concentrar em conceitos mais complexos, que envolvam as emoções.
Entre os 2 e 3 anos, a criança passa a compreender os elementos básicos que compõem os relacionamentos: amor e confiança. Ele sabe que você e o resto da família cuidam dele e que estão ao lado dele. Apreendeu esses conceitos tão importantes pela maneira como você o tratou nos primeiros anos de vida. O fato de você ter cercado seu filho de carinho, atendido a suas necessidades e zelado por sua segurança o ajudou a se tornar uma criança confiante e otimista.
Ele está começando a entender aspectos mais complicados da vida cotidiana, só de assistir ao que você faz no dia-a-dia. Além disso, percebe como deve tratar as outras pessoas (também ao observar suas atitudes). O modo mais fácil de garantir que ele se torne uma pessoa solidária e íntegra é prestar atenção no modo como você trata os outros -- especialmente seu próprio filho.
O número de palavras que seu filho é capaz de entender aumenta rápido. Aos 6 anos, a maioria das crianças tem um vocabulário de quase 13 mil palavras. Nos próximos anos, ele vai começar a compreender situações e idéias cada vez mais complexas, como os princípios da matemática, distinguir o certo do errado e conceitos como o futuro.
Se você conversar e ler para o seu filho, vai ajudá-lo a adquirir bons recursos de comunicação. Em geral, a compreensão da palavra vem antes de a criança ser capaz de pronunciá-la.
Brincar com a criança a ajuda a aprender sobre como funciona o mundo. Desafie-a com brinquedos adequados à sua faixa etária e com jogos que estimulem seu desenvolvimento físico e mental. Aproveite-se da curiosidade dela para mostrar que aprender é prazeroso, bom e gostoso. Gostar de aprender só vai fazer bem para ela.
Demonstrar afeto pela criança é a melhor maneira de ensiná-la da importância de conceitos emocionais como a empatia.
Se, com 3 anos, seu filho parece ter dificuldade para entender as instruções e sugestões mais simples, fale com o pediatra. Outro motivo para conversar com ele é se a criança ficar genuinamente perplexa quando você lhe pede que faça alguma tarefa simples. Se você tiver mostrado inúmeras vezes ao seu filho como se abre uma caixa, mas mesmo assim ele não conseguir entender o que deve fazer, por exemplo, ele pode estar com algum tipo de atraso cognitivo.











