segunda-feira, 21 de junho de 2010


Uma das coisas que mais me preocupa no momento é a questão da alimentação da Gaby. Desde minha gravidez procurei me alimentar da melhor maneira possível, fiz o inimaginável para evitar chocolate (e Deus sabe o quanto me custa recusar o coitado...rsrsrs), refri já não bebo há tanto tempo por conta das minhas promessas que acho que já nem me faz falta mais, tomei leite (eca) comi frutas, legumes e verduras como nunca. Me cuidei mesmo para que a pequena tivesse uma boa formação ainda no meu ventre e também para que eu não engordasse muito. Ainda grávida sempre conversei com o Bruno pra gente tentar evitar ao máximo ficar dando tranqueiras para ela comer, tipo doces, refris, bolachas etc e concordamos que enquanto pudessemos controlar isso fariamos. Depois de seu nascimento eu tinha certeza de que amamentaria minha filhota por muito tempo, mas já na maternidade achei a questão da amamentação bem complicada... Gaby era super preguiçosa, começava a mamar e Puf... dormia. Chegou ao ponto da enfermeira arrancar toda a roupinha dela para ver se ela mamava mais e nem assim adiantou... fora que meu peito já rachou lá mesmo na maternidade e usando os bicos de silicone!!!
Quando chegamos aqui em casa o martirio continuou... por 1 mês chorei todas as vezes que ia amamentar a Gaby... e quando ela vinha para o meu lado com aquela linguinha para fora ( que eu já sabia que era sinal de fome ) já começava a me doer muito o seio. E olha que eu passei todas as pomadas que existem para rachaduras, tomei banho de sol (quando tinha, porque o inverno ano passado foi cruel!!! ), fiz banho de luz na lampada do abajur (essa cena o Bruno ri até hoje quando falamos sobre isso...), coloquei casca de banana... enfim, tudo o me ensinaram eu fiz e nada adiantou, acho que depois de um tempo o peito calejou e se acostumou.
Mas para meu espanto meu leite não sustentava a pequena. Eu fiz cirurgia de redução dos seios em 1999 e por mais que me falem que isso não atrapalha vou continuar a dizer que atrapalha SIM!!! Enquanto todas as pessoas que eu conversava contavam que o leite saia jorrando do peito, que não podiam ficar sem protetores, que enquanto o bebê mamava de um lado vazava do outro, eu via que o meu peito não fazia nada disso... podia ficar o dia inteirinho sem protetor que não acontecia nada! E quando minha mãe foi internada para operar da apendicite resolvemos dar uma mamadeira para a pequena e pronto! Parecia que tinhamos descoberto o Brasil. A mocinha dormiu tranquilinha e vimos que a coitada não tinha cólica coisa nenhuma... era FOME!!! Depois disso passei a dar uma mamadeira para ela todas as noites na hora de dormir e nas outras mamadas era somente peito e quando eu via que o bendito não estava satisfazendo ela dava uma mamadeirinhas... e mesmo assim ela só largou o peito com 6 meses, depois que eu voltei a dar aulas. Não sei se ela estranhou eu ter saido de perto dela, ou se o gosto do leite mudou por conta do estresse, só sei que bastaram duas semanas de aula para que ela não quisesse mais o peito.
E nessa época também já tinhamos feito a introdução de alimentos sólidos e ela estava comendo que era uma beleza.
Tive muitas discussões com minha mãe, que é quem está ficando com a pequena (por enquanto) enquanto estou dando aulas. Como eu disse não queria dar doces para ela, mas falar isso com minha mãe é como falar com surdo! Ela já deu sorvete, bolo, bolinho da bacalhau, peixe, batata frita... enfim tudo o que eu não queria que desse ou que o pediatra ainda não tinha liberado minha mãe deu. E isso me chateia muito. Mas fico feliz quando alguém tenta dar algum doce mais forte para a pequena, tipo pirulito e ela faz careta e cospe tudo. Espero continuar controlando bem sua alimentação enquanto puder.
Mas de uns tempos para cá começou a não querer comer muito como antes... é uma luta ela comer legal. Tem dias em que ela bate um pratão, em outros se comer umas 4 colheres é muito. A pediatra me tranquilizou dizendo que é assim mesmo, eles comem pouco, mas tem que ser bem variado e isso me deixou um pouco mais calma. Mas mesmo assim ainda é complicado para mim aceitar o fato dela comer tão pouquinho. Mas ela mama bem, come frutas e biscoitos.. ama pão. É um pouco complicado fazer ela beber água, mas já temos conseguido melhorar muito isso.
Achei essa reportagem bem interessante no site Baby Center. E espero conseguir fazer uma boa alimentação sempre para nossa família, pois eu adoro cozinhar, sinto prazer em ver meu marido e filhota comendo com gosto aquilo que preparo!!!

Alimentação para crianças de 1 a 3 anos
Escrito para o BabyCenter Brasil
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil
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Você certamente sabe que seu filho precisa de uma alimentação equilibrada, que lhe dê todas as vitaminas e nutrientes de que o organismo precisa para crescer forte e saudável. Mas muitas vezes isso é difícil de conseguir. Não entre em pânico. A maioria das crianças de 1 a 3 anos passa por uma fase em que fica muito chata para comer. Lembre-se do que diziam os velhos professores de pediatria: "Em casa onde tem comida, não há criança desnutrida".

Além disso, as necessidades nutricionais da criança são menores do que quando ela tinha menos de 1 ano.

Leia abaixo algumas dicas para ajudar seu filho a comer melhor.
Como ajudar meu filho a ter bons hábitos alimentares?
Fique calma. Ofereça alimentos saudáveis e nutritivos para o seu filho, mas deixe que ele decida o quanto quer comer. Acredite, o corpo dele sabe o tanto de comida de que precisa.

Tenha horários fixos para as refeições e para os lanches, levando em conta a rotina de sono do seu filho durante o dia. Ofereça três refeições e mais dois ou três lanchinhos nutritivos. Veja exemplos de lanches saudáveis:

• frutas
• tomatinhos cereja e pedaços de queijo
• iogurte com pedaços de fruta
• um sanduíche pequeno
• cenoura, pepino ou erva-doce crus, ralados ou em pedaços pequenos, se ele já mastigar bem
• torrada ou pão com patê ou queijo cremoso
• leite gelado batido com frutas
• um copo de leite e um pãozinho ou fatia de bolo caseiro

Procure evitar dar de comer logo antes da hora da soneca, quando ele já está caindo pelas tabelas de tanto sono. Se a refeição atrasou e ele já está fechando os olhos, dê alguma coisa leve, e guarde a refeição maior para quando ele acordar. Encaixe os lanchinhos entre as refeições. Se passar muito tempo sem a criança comer, ela pode acabar ficando irritada de fome, o que atrapalha a paz da refeição.

Torne as refeições interessantes e divertidas. Uma das estratégias é sempre, depois do salgado, oferecer uma sobremesa. Com isso seu filho ganha mais uma chance de absorver nutrientes. Não é porque o alimento é doce que ele precisa ser proibido. Mas não vale usar a sobremesa como prêmio por comer a parte salgada da refeição. Em tese, isso dá valor demais ao doce, o que causaria problemas no futuro. Você vai ter de fazer um enorme esforço para não cair na armadilha, porque usar esse artifício é quase automático.

Veja alguns exemplos de sobremesas nutritivas: pudim de leite, salada de fruta com iogurte ou um pouco de sorvete, compotas de fruta, arroz-doce, iogurte natural com geléia, fruta com mel (para crianças acima de 1 ano).

Coma junto com seu filho sempre que conseguir, e coma os alimentos que gostaria que ele comesse. Crianças precisam experimentar para aprender a comer novos alimentos, e o melhor incentivo é ver outras pessoas comendo. Faça comentários sobre a comida durante a refeição: "Nossa, isso está uma delícia", ou "Humm, purê de batata com carne moída é uma das minhas comidas favoritas".

Essa fase do seu filho é uma ótima oportunidade para aprimorar os seus hábitos alimentares e até para se aventurar mais na cozinha.

Respeite as preferências da criança. Nessa idade, começam a surgir os gostos: há crianças que gostam da comida molhadinha, outros já preferem alimentos secos. Outros exigem que cada tipo de comida fique separado do outro (não pode misturar o arroz com o feijão, por exemplo). Há aqueles que têm dificuldade para mastigar carne. Embora você deva respeitar o gosto do seu filho, não faça uma comida especial só para ele.

Ofereça sempre a mesma coisa que o resto da família estiver comendo, mas procure se certificar de que ele vá gostar de pelo menos uma das opções. Com o tempo, o gosto da criança vai mudando, portanto é importante continuar oferecendo ao seu filho a mesma comida dos adultos.
Que tipo de comida devo dar ao meu filho?
Dê a ele, todo dia, alimentos de todos os grupos alimentares:

1. Carboidratos
Os carboidratos são os responsáveis por dar energia ao organismo, e precisam ser oferecidos à criança em todas as refeições, e às vezes no lanche. Alguns exemplos: macarrão, arroz, batata, mandioca, cereais matinais e todos os alimentos feitos com farinha, como pães, bolos e bolachas.

2. Frutas, verduras e legumes
Pode ser que demore um pouco para a criança se acostumar às verduras. Tente oferecê-las em todas as refeições para que seu filho perceba que elas fazem parte do cotidiano alimentar da família. As frutas já são bem mais aceitas: ofereça-as também em pedacinhos para que seu filho coma sozinho. Elas são ótimos ingredientes para sobremesas e para bolos caseiros, que podem ser servidos de lanche.

3. Alimentos ricos em ferro e proteína
São eles: carne, frango, peixe, ovos e leguminosas (como feijão, grão-de-bico, ervilha e lentilha). Devem ser oferecidos em uma ou duas refeições por dia. Corte a carne bem pequenininha se seu filho tem dificuldade de mastigar. Prefira cortes com menos gordura. O fígado é uma das maiores fontes de ferro.

No caso de alimentos industrializados, tais como hambúrgueres, almôndegas ou frango empanado, verifique na embalagem não só a quantidade de gordura mas também a de sódio. Sódio demais é prejudicial, e esse tipo de alimento costuma exagerar na dose.

Famílias vegetarianas devem reforçar o consumo de grãos, ovos e castanhas, consumindo-os em duas ou três refeições por dia, para obter a quantidade necessária de ferro. Se há alguém alérgico na sua família, é aconselhável esperar até a criança ter 2 ou 3 anos para dar castanhas (amêndoas, nozes, amendoim etc.).

O ferro é mais bem absorvido quando consumido junto com a vitamina C. Por isso, um bifinho de fígado com suco de laranja é uma grande pedida.

4. Leite, queijo e iogurte
Ofereça leite e derivados ao seu filho mais ou menos três vezes ao dia. Os derivados de leite garantem o cálcio necessário para o crescimento dos ossos, mas têm pouquíssimo ferro. Entre 1 e 3 anos, as crianças precisam de menos leite do que antes do primeiro aniversário.

O total do dia pode ser de cerca de 350 ml. Por isso, não dê mamadeiras cheias. Faça um esforço para dar menos quantidade -- a transição para o copo facilita. O problema de tomar muito leite é que não vai sobrar muito apetite para os outros alimentos, principalmente os ricos em ferro.

Se você estiver amamentando, continue. Caso já tenha desmamado seu filho, a partir de 1 ano não será mais necessário usar fórmulas especiais -- você pode dar o leite comum, do supermercado.

A orientação dos especialistas é que crianças tomem leite integral (tipo A) até os 2 anos de idade. Depois disso, é possível passar para o tipo semidesnatado ou leite tipo B, desde que ela esteja se alimentando e se desenvolvendo bem. Nunca dê leite desnatado, light ou tipo C para seu filho, até ele ter pelo menos 5 anos, exceto sob orientação expressa do pediatra.

Existem fórmulas em pó que contêm leite integral e são fortificadas com ferro e vitamina. Você pode optar, junto com o pediatra, em dar uma dessas fórmulas, se seu filho não se alimentar muito bem. Nessa idade, não é incomum que crianças acabem ficando com um pouco de anemia por deficiência de ferro.
E para beber?
Ofereça entre seis e oito copos pequenos de bebida durante o dia -- um junto com cada refeição e cada lanchinho. Pode ser que ele precisa beber mais nos intervalos, principalmente em dias quentes ou se estiver fazendo bastante atividade física. Nessa idade, a desidratação ainda acontece bem rápido.

Vá tentando eliminar as mamadeiras, trocando-as por copos comuns ou com tampa. A mamadeira faz com que a criança demore mais para beber e aumenta a exposição dos dentes aos açúcares das bebidas (até do leite puro), o que pode causar cáries ou corrosão do esmalte dos dentes. Mas você pode manter a amamentação sem problemas. Para facilitar sua vida, uma dica é estabelecer horários mais ou menos fixos para a mamada (ao acordar e antes de dormir, por exemplo).

Entre as refeições, prefira dar água ou leite. Água de coco também é uma boa opção. Guarde o suco de fruta para as refeições maiores, e escove os dentes da criança depois, pois a acidez das frutas pode ser prejudicial. Sucos industrializados contêm bastante açúcar e podem "roubar" o apetite do seu filho, além de ruim para os dentes. Tente diluir um pouco esse tipo de suco, misturando-o com água sempre que possível.
Há algum tipo de comida que devo evitar ou limitar?
Alimentos gordurosos ou com muito açúcar são úteis porque dão bastante energia à criança, mas devem ser oferecidos em quantidades pequenas. Entre eles estão manteiga, margarina, óleo, bolachas recheadas, sorvete. A gordura trans é ainda mais prejudicial, segundo os médicos. Evite.

Se seu filho não é lá muito ativo, você pode pensar em limitar ainda mais os alimentos gordurosos, para que ele não fique acima do peso.

Doces e chocolates podem ser dados de vez em quando, em ocasiões especiais, mas prejudicam os dentes se forem consumidos com frequência entre as refeições. Também tiram o apetite da criança, que deixa de comer outros alimentos mais saudáveis.

Comida muito salgada. O excesso de sódio não faz bem, e sal é questão de costume. Se você acostumar seu filho com muito sal, ele vai gostar de comida salgada o resto da vida. Existem alguns alimentos muito carregados em sódio. Veja a seguir algumas dicas:

• Salgadinhos: dê no máximo uma vez por semana.
• Não acrescente sal à comida na mesa.
• Use outros temperos além do sal para dar sabor à comida.
• Cuidado com alimentos industrializados, como caldos prontos, sopas de saquinho, congelados e temperos. Observe a embalagem e verifique o número em porcentagem. Se o número relativo ao sódio for muito maior que todos outros, o alimento provavelmente tem sódio demais e deve ser dado em pequenas quantidades.

Peixes gordurosos, como sardinha, salmão, truta e atum fresco, são uma ótima fonte de ômega 3 e vitaminas A e D, mas não devem ser oferecidos mais que duas vezes por semana para crianças entre 1 e 3 anos de idade, por conterem toxinas que podem se acumular no corpo.

Nozes e castanhas: crianças que tenham familiares que sofram de asma, dermatite ou alergias alimentares devem esperar, por precaução, até os 2 ou 3 anos para experimentar amendoim, pasta de amendoim, amêndoas, nozes, avelãs. Há certa controvérsia sobre se essa medida reduz o aparecimento da alergia, mas pelo menos a criança já é maior e pode se expressar melhor em caso de reação. Em dúvida, converse com seu pediatra.

Adoçantes: embora eles tenham sido testados, é melhor evitar seu uso, quando possível, em crianças pequenas, por precaução. Evite sucos ou refrigerantes tipo diet e light.
Existem alimentos que fazem mal?
• Ovos crus e frutos do mar podem causar intoxicação alimentar em crianças pequenas, porque a imunidade delas é menor. Prefira dar ovos bem cozidos, com a gema dura, e evite sobremesas, como mousses, que usem claras cruas.

• Alguns tipos de peixes grandes, como cação e tubarão, não devem ser consumidos por crianças, porque acumulam substâncias tóxicas como o mercúrio.

• Castanhas e amendoins inteiros não devem ser dados antes dos 5 anos por risco de a criança engasgar. É preciso tomar cuidado também com o milho não-estourado da pipoca.

• Chá e café devem ser evitados porque reduzem a absorção de ferro dos alimentos.
Preciso dar vitamina ao meu filho?
A suplementação com vitamina A e D e com ferro deve ser decidida pelo pediatra caso a caso, levando em conta a alimentação da criança e até a região do país em que ela vive. O Ministério da Saúde recomenda a suplementação com ferro até no mínimo os 18 meses, ou seja, 1 ano e meio, para evitar a anemia.

Em regiões consideradas de risco, o governo promove a administração de "megadoses" semestrais de vitamina A às crianças de até 5 anos. Converse com o pediatra ou informe-se na Unidade Básica de Saúde que você utiliza.

As farinhas de trigo e de milho no Brasil já são enriquecidas por lei, e há vários outros produtos industrializados ricos em vitaminas e ferro, como as fórmulas infantis, cereais matinais, alguns leites longa-vida etc.

Se seu pediatra é particular ou de convênio, converse com ele sobre a necessidade da suplementação com vitamina e ferro.


Um comentário:

Janaina disse...

É assim mesmo, o Nick passou por essa fase, mas a pediatra e a nutri disseram que se ele comer 2 colheres ja esta otimo.
Qto ao doces e as outras comida, vale a pena nao dar, eu seguro bem por aqui e mata se eu souber que alguem deu sem falar comigo. rs
Se vc segurar ate os dois anos uma alimentaçao saudavel pode ser que ela nao queira as porcarias. rs
Bjs