quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Em minhas andanças por blogs e perfis do orkut tenho percebido a grande necessidade ou ansiedade das mães em vestirem seus filhos somente com roupas de marca e a grande maioria buscando usar roupas importadas somente. Claro que Gaby também tem roupas importadas, comprei em uma grande promoção da loja e comprei por serem totalmente diferentes das que encontramos aqui no Brasil. Não é disso que estou falando, se o argumento das mães fosse esse eu entenderia perfeitamente, para quem é mãe de menina comprar roupas aqui é um tédio, tudo se resume em rosa, lilás e raramente vermelho, para encontrar outras cores é preciso procurar muito e pagar um preço maior com toda certeza. Mas o que tenho visto são mães desesperadas por comprarem somente roupas de grandes marcas internacionais e buscarem ter todos os lançamentos para seus filhos. Vamos pensar nisso futuramente: será que essas mesmas crianças daqui a 10 ou 15 anos terão as mesmas condições de vida? Esses pais continuaram conseguindo comprar tudo o que os filhos querem e sempre com marcas caras? 
Nunca fui uma pessoa de usar roupas de marcas caras, eu preferia sempre comprar duas calças a ter uma só que custasse R$200,00. Quando me mudei de São Paulo para cá, comecei a estudar em uma escola particular e cai literalmente de pára quedas em uma situação completamente diferente da que eu havia vivido até o momento. Primeiro que só estudei com japoneses e segundo que o que importava para a grande maioria deles era a conta bancária e as roupas que eles e seus amigos exibiam. Então no começo todos me olhavam torto, pois eu não era uma vitrine da Forum ambulante... mas com o passar do tempo começaram a perceber que meus pais sempre me buscavam de carro, que eu tinha uma chácara, uma boa casa e as coisas começaram a mudar um pouco. Começaram até a comentar que eu podia não usar roupa de marca mas que meu pai devia ter "grana". Não acho isso uma coisa legal, você tentar ser amigo de uma pessoa somente pelo que ela tem e não pelo que ela é. Tanto que as amizades (que eu achei que eram verdadeiras) da época do colégio só trago uma comigo até hoje, e porque ela era igual a mim, estava naquele meio porque nossos pais queriam uma educação de qualidade pra gente e não porque queriam ostentar alguma coisa. Os outros que estudaram comigo tenho pouco ou nenhum contato, são aqueles amigos que achamos no orkut e conversamos de vez em quando.
Quando eu procuro fazer uma amizade, jamais olho o que a pessoa tem e sim o que ela é. E é isso que quero ensinar a minha filha. Que as pessoas não devem ser julgadas pela sua aparência e nem por seus pertencer e sim pelo seu caráter e pelas atitudes. Essas crianças que estão crescendo tão cercadas de exageros materiais não aprenderam a julgar o caráter das pessoas (nem todas, claro) mas olharam sempre primeiramente as condições financeiras dos outros.
E isso não quero que aconteça em minha família. Por isso procuro criar a Gaby da maneira mais tranquila e simples que podemos, sem ficar comprando presentes carissimos e roupas mais caras ainda. Procuramos sim comprar coisas de qualidade, que durem bem mas sem precisar um absurdo por isso.
Nada contra quem está fazendo isso com seus filhos, seja qual for o motivo, cada pessoa é quem sabe de sua vida, mas aqui em nossa casa isso não combina com nossos pensamentos. 

Um comentário:

NiNe disse...

oi querida!
bom te ver no meu bloguinho!
Já ta participando da promoção? Acaba sabado!

Isso de olhar aparencia já tive muito tbem a minha volta! Eu nao ligo pra marca, roupa importada nunca tive, soso teve primeiro que eu pq comprei em uma promoção como vc!!!

qro passar valores tbem pra minha filhota de q o que importa sao as pequenas coisas da vida

bjokas