sexta-feira, 8 de abril de 2011

Maternidade real


Hoje estamos participando de mais uma blogagem coletiva. Essa foi proposta pela Carol Passuelo e vai falar sobre a Maternidade Real. Sim, real porque tem muita mãe que só conta coisas lindas e maravilhosas sobre a gestação, o cuidado com os filhos, a amamentação e o que acontece de negativo ou de coisas que não legais ninguém fala.
Eu não... sempre fui falando para todo mundo o que não estava gostando, o que era complicado e já ia alertando. Acho que era uma chata!!!tsrsrs
Bom vamos começar do começo! Minha gravidez foi super tranquila, tranquila mesmo, sem enjoos, vontades, nada do tipo. Só que lá pelo 6º mês dona Gaby resolveu que queria sair e tive que começar a tomar remédios e fazer repouso. Depois voltei a trabalhar mas fiquei até o fim da gestação tomando remédios para evitar contrações. Trabalhei até um mês (ou menos até) antes dela nascer e acho que só parei porque o médico quase teve um treco quando eu falei que ainda estava dirigindo para ir dar aulas em SP.
O parto da Gaby foi muito estudado e planejado. Eu queria normal, mas meu primeiro médico falou que não ia dar, porque eu não tinha passagem e tal... faltando menos de 1 mês para a DPP resolvi trocar de médico, assim na loucura. Procurei um que tivesse indicações de que fazia parto normal, que era adepto a isso e achei um excelente médico. Ele me pediu mais exames e me examinou também e também foi firme ao dizer que não aconselhava parto normal, minha estrutura não aguentaria isso e logo depois da última ultra marcou minha cesárea de urgência porque meu liquido estava diminuindo. Não sou médica e nem queria contestar o que ele estava falando e aceitei na hora. Já vi muito caso de criança que fica com sequelas (que aparecem só lá na frente, na hora de ir para a escola) quando a mãe ou o médico insiste no parto normal e eu não ia fazer isso com minha filha nem com minha vida.
Fomos lá e tive minha filhota. Não sofri nem um pouco por causa da operação. Aliás, não doeu quase nada minha recuperação. Achei que ia morrer pelo que os outros falavam mas não tive nadica de dor. 
Mas na hora da amamentação... foram outros quinhentos. Agora sim achei que ia morrer. Meu peito rachou, sangrou, demorou 1 mês para cicatrizar, Gaby queria mamar toda hora e eu dava mamá chorando junto... nossa, acho que teria 5 cesáreas no lugar da amamentação. E ainda para completar não tinha muito leite. Eu fiz mamoplastia quando tinha 19 anos e isso afetou minha produção de leite (podem falar o que quiser mas afetou sim) e não saia muito leite de jeito nenhum, tanto que não usei protetor de seio nenhum dia, fiquei com a caixa deles fechada por muito tempo no banheiro até doar. Até  que em uma noite por desespero da pequena chorando e não parando, minha mãe internada com apendicite, resolvemos dar uma mamadeira para ela. E ela dormiu!!! Depois disso passamos a dar mamadeiras todas as noites e ela e a gente dormia melhor.
Também mudamos de idéia quanto a criança dormir com a gente no quarto e na cama. Eu era radicalmente contra, mas passei a ser a favor para o bem das noites bem dormidas e sem complicações.
Também ficava extremamente irritada de passar noites em claro, de dormir mal, de não ter tempo para um bom banho (as vezes ter até ficado sem tomar banho!!!), de fazer as unhas, mas com o tempo as coisas foram se ajeitando e hoje consigo conciliar tudo. Cuidar da casa, da Gaby, do marido, de mim e das coisas das minhas aulas. Mas tudo requer planejamento e organização. Acordo cedo todos os dias, arrumo a casa, cuido da roupa, da comida e quando Gaby acorda procuro me dedicar a ela. As aulas eu planejo depois do almoço, que é quando a pequena está na escola. Acho que tenho me saído bem no papel de mãe, dona de casa, esposa e trabalhadora. Mas tudo é cansativo, mas no final tem compensado muito. 
Gaby foi crescendo, aprendendo a fazer birras e claro que já perdemos a paciência com ela. Conversamos muito, colocamos para pensar, mas ela já levou umas palmadas no bumbum (não tenho medo de assumir isso não, cada mãe e pai deve saber o que é melhor em SUA realidade e não dar pitacos na vida dos outros). Claro que a palmada é na fralda e nem chega a doer, mas ela entendeu muito bem o recado e não repetiu mais os erros. Ela não mexe mais em meus óculos por exemplo. Ela quebrou a perna dele e mandamos consertar, quando chegou ela pegou para puxar de novo a perna e quando eu vi  ela com o óculos na mão não pensei nem meia vez, dei um tapa no bumbum e falei que não podia. Vê se ela mexe mais? 
E por aqui assistimos sim a tv. Não aberta. Eu seleciono o que ela vai assistir. Ela vê muito a Xuxa só para Baixinhos (quase todos), a coleção Bebê Mais e Baby Einstein reina por aqui, Dora Aventureira, Super Fofos, Backyardigans, Ni Hao Kai Lan, Team Umizomi, desenhos da Disney. Deixo ela assistir até porque vejo que seu vocabulário se aperfeiçoa vendo os dvds. Ela já fala "porcos" no plural certinho por causa de um dvd do Baby Einstei na Fazenda, que vai falando os nomes dos animais usando o plural. Já sabe algumas cores, formas geométricas e numerais. Claro que eu ensino muito a ela, lendo livros, mostrando figuras, mas os dvds também ajudam. Quase não temos assistido tv aberta mais... até minhas queridas novelas das 9 estão de lado, mal vemos a das 19... e olha que a gente não perdia um capítulo sequer. E o BBB? Nâo vi nenhum dia. Mas são mudanças que eu não ligo de ter que fazer. São escolhas saudáveis e realistas para quem quer ter, cuidar e educar um filho com consciência... mas cada família deve fazer seu ajuste e suas escolhas. 
Também brincamos muito em nosso jardim, ela me ajuda a regar as plantas, plantar, arrancar matinhos (e grama também...rsrsrs). Brincamos na terra, fazemos bolinha de sabão, lavamos quintal e ela se molha. Enfim, coisas que toda criança deveria fazer. Mas faço porque eu gosto e não porque acham bonito ou certo. Eu fui criada assim, brincando muito e procuro fazer isso com a Gaby. Brincar junto com ela sempre que posso e que tenho vontade.
Mas tirando as birras dela, não posso reclamar de mais nada. Graças a Deus ela é uma criança tranquila, brincalhona, que tenta nos ajudar a organizar seus brinquedos, guarda sempre que pedimos. Mas acho que isso é porque desde sempre estamos ensinando a ela o lugar certo das coisas e procuramos dar exemplo de tudo. E assim vamos levando nossa vida, sem tentar parecer uma casa de comercial de margarina como disseram as meninas...

5 comentários:

Camila disse...

Adorei a sua participação nessa blogagem super importante. A maternidade traz mudanças na nossa vida e no jeito de olhar as coisas q a gente nem sequer poderia imaginar...
Bjos,
Camila
www.mamaetaocupada.blogspot.com

Naiara Krauspenhar disse...

Linda colaboração Sylvia.
As coisas nem sempre são do jeito que a gente planeja ou espera né?

BJos

Paty Fortunato disse...

Agente nunca está preparado por mais q se sinta!
Na hora do vamo ver é td diferente e o desafio é imenso,mais com carinho e sorriso deles fazem com qquer coisa paracer infime,perante todo resto.

Beijocas!

Mirys Segalla disse...

Oi Sylvia!!!

Vi seu comentário (delicioso) lá no Diário e vim conhecer o seu blog. Já tratei de atualizar por lá a lista das participantes da blogagem coletiva e seu nominho tá lá!!! Yes!!!!!

Bjos e bençãos.
Mirys
www.diariodos3mosqueteiros.blogspot.com

Mirys Segalla disse...

Sylvia: li seu texto e achei que você tem mesmo razão - fora a parte das brincadeiras (que, aqui em casa é igualzinho) e das palmadas SE e QUANDO necessárias - as mães são super diferentes!!!

E é uma delícia descobrir e aprender com o novo, não é?

Bjos e bençãos.
Mirys